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Pesquisa Maionese 2015 + resultado do sorteio

Finalmente chegou a hora de saber quem é o sortudo que vai levar os livros do nosso 1º sorteio. A culpa dessa demora é da Dilma é da pesquisa que apurei e que eu queria fazer com muito cuidado e atenção. Toda vez que participo de alguma pesquisa, seja de blogs ou então de alguma marca, tenho plena consciência de que estou fornecendo informações importantíssimas e valiosas para terceiros. O mesmo aconteceu por aqui.

Foram mais de 40 participações, de gente que já sabia que acompanhava o Maionese mas também de muita gente que eu não conheço. É legal saber que várias pessoas de diferentes núcleos aparecem por aqui. Obrigada a todos por terem contribuído para que o blog seja cada vez melhor. O resultado da pesquisa segue abaixo:

Pesquisa Maionese 2015

Pesquisa Maionese 2015

O Maionese é um blog que faço com muito amor. É o espaço onde trago assuntos que gosto, que vão desde música a coleções das lojas favoritas. É onde escrevo pequenas crônicas do dia a dia, pensamentos, devaneios. Um cantinho onde compartilho links legais, livros, músicas, bonitezas. Ele já mudou bastante desde o primeiro post e é como se ele acompanhasse as mudanças na pessoa que o escreve. Afinal, estamos em constante transformação!

Alguns feedbacks me chamaram muito atenção e vou tentar ajustar a proposta do blog às sugestões que vocês fizeram. Foi legal saber pelas respostas que 99% dos leitores são… mulheres! Além disso, a faixa etária vai desde 13 a 50+! O forte mesmo fica entre 13 a 30 anos. Seja MUITO bem-vindas! <3 Aproveito para destacar algumas mensagens que achei bem interessantes:

Mesmo sabendo que você coloca sua parte gastronômica no Gordelícias, acho que você e cozinha ornam tanto que me estranha não te ver falar sobre suas aventuras na cozinha/dicas/querências culinárias aqui.

Concordo. Cozinha é algo que amo muito e sinto que no Gordelícias não consigo explorar todos os assuntos que me encantam. Certamente aqui será um espaço para tal. Vou investir nisso!

Posts mais “reais”, pq sei que a autora aplica essas bonitezas todas ao dia a dia, e ~as amigas que moram longe~ gostariam de ficar mais perto 😉

Também quero explorar mais o lado “blog pessoal” do Maionese. Gostei muito de ~abrir o coração~ falando da minha relação com o Smashing Pumpkins, no post do feminismo também… Curto essa vibe e vou trabalhá-la melhor!

Também pediram mais posts e posts em vídeo! Já estou fazendo meu debut, ainda que tímido, no canal do Gordelícias e em breve vou dar o ar da graça no canal do Maionese também. Semana que vem conto mais sobre o desafio que vou, enfim, participar.

Bom, a conversa tá muito boa mas aposto que vocês querem saber quem levou os livros em parceria com a Rocco, certo? O resultado segue aqui abaixo! Antes de me despedir, gostaria de, mais uma vez, agradecer a cada um pelo carinho e pela atenção. Obrigada, de verdade!

Sorteio Maionese 2015

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Resenha: Vou Te Contar, Celina Portocarrero

Tom Jobim imortalizou na história da música a sua paixão pelo Rio de Janeiro. Em suas canções, conseguia expressar a beleza do cotidiano e das relações humanas. Você pode nem ser tão apaixonado pelo legado musical do artista mas há de reconhecer a marca tão importante que o maestro imprimiu na música brasileira (e internacional). Pergunte a algum artista internacional o que ele conhece do Brasil e a resposta vem fácil (e com sotaque): Tom Jobim.

Foi com muito prazer que escolhi esse livro para resenhar, dentre os lançamentos de dezembro da Editora Rocco.

A Editora Rocco lançou em dezembro a obra “Vou Te Contar”, organizada por Celina Portocarrero, celebrando em 20 histórias a música e literatura brasileira. Foram convidados autores brasileiros para relembrarem Tom Jobim através das canções do compositor, 20 anos após sua morte. De nomes consagrados a estreantes, cada um deles escolheu uma música entre as 36 de autoria exclusiva de Antônio Carlos Jobim.

Temos em mãos uma deliciosa reunião de contos, inspirados pelas canções do maestro, que deixou muitos amantes da música saudosos (no Brasil e no mundo). Aliás, uma nota: como apaixonada pela atmosfera do Rio, mesmo com todas as mazelas e problemas que nós conhecemos bem, me trouxe leveza a leitura de cada conto, que num curto espaço de tempo consegue cativar o leitor com “drops” de uma história de vida. Nos encantamos por personagens que entram e saem de nossas vidas e, algumas vezes, deixam até um pinguinho de saudade.

Vou Te Contar | Maionese

Vou Te Contar | Maionese

Vou Te Contar | Maionese

Cada conto tem como inspiração uma canção de Tom Jobim. Os autores, nascidos em diferentes regiões do Brasil, inspiram-se pelas canções e discorrem histórias que encantam o leitor. Participaram da coletânea (em ordem alfabética): Adelice Souza, André de Leones, Angela Dutra de Menezes, Antonio Carlos Viana, Branca Maria de Paula, Caco Ishak, Carlos Henrique Schroeder, Claudia Nina, Danielle Schlossarek, Henrique Rodrigues, Lúcia Bettencourt, Marcelo Moutinho, Marília Arnaud, Menalton Braff, Mirna Brasil Portella, Monique Revillion, Sandra Luz, Silviano Santiago, Susana Fuentes, Vinicius Jatobá.

Vou Te Contar | Maionese

 

Sugiro a leitura, que é super rápida e gostosa, para quem gosta de contos e é apaixonado por música! 🙂

Ficha Técnica

Título: Vou Te Contar – 20 histórias ao som de Tom Jobim
Autor: Celina Portocarrero (org)
Editora: Editora Rocco
208 páginas
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Resenha: A Menina Que Tinha Dons, M.R. Carey

Quando vi a capa de “A Menina Que Tinha Dons”, logicamente pensei em Carrie A Estranha (o original, de 1976). Esse fundo amarelo, um contra-luz meio avermelhado… Daí corri pra sinopse que dizia mais ou menos assim:

Num futuro distópico, em que a maioria da humanidade foi exterminada, um grupo de crianças vive confinado numa base militar. Todas as manhãs elas aguardam em suas celas o sargento Parks vir com uma arma apontada e mais dois de seus homens para afivelá-las — tornozelos, pulsos e pescoço — à cadeira de rodas que as levará para a aula. Certa vez, Melanie, a mais inteligente delas, brincou dizendo que não iria mordê-los. Ninguém riu. Sabiam que o cheiro de carne humana era o estopim para que ela perdesse o controle e entrasse num estado de muita, muita “fome”! Eis a premissa de A menina que tinha dons, original e emocionante thriller de horror de M.R. Carey, prestigiado roteirista de HQ’s de sucesso, como Hellblazer e X-Men, título que inaugura o Fábrica231, novo selo de entretenimento da Editora Rocco.

Sabemos bem que o universo zumbi está mais do que em alta. Boa parte dos filmes de terror giram em torno da temática, tendo como estopim para o fim da humanidade algum tipo de apocalipse. M.R. Carey entende bem do assunto pois é roteirista de obras como X-Men e Hellblazer, sem falar das HQs que produziu para grandes editoras com DC e Marvel. Inspiração não faltou para criar um mundo onde um fungo foi capaz de dominar a espécie humana.

A Menina Que Tinha Dons | Maionese

Gato Marvin aprovou! 

A narrativa é tensa e consegue mesclar bem terror e suspense. Mas Raquel, você não acha mais do mesmo ler livros desse assunto? Dependendo da pegada com a qual o autor discorre sobre o assunto, não. E é o caso de A Menina Que Tinha Dons! Você fica agarrado à história de um jeito sensacional! O autor consegue montar um cenário que não chega a ser absurdo (ou vocês duvidam que a gente possa sofrer alguma mutação genética? O.o) e assim somos apresentados à Melanie, uma menina que vive em meio ao caos e é extremamente doce a ponto de você se apaixonar por ela diante de tamanha inocência. Porém, Melanie é dotada de poderes e isso intriga uma pesquisadora, que vê ali uma oportunidade de salvar a humanidade (ou o que sobrou dela).

O livro marca o lançamento do selo Fabrica231 da Rocco, mais focado em distopias e livros do gênero. Eu gostei MUITO mesmo desse livro e indico a todos que estão mergulhados no universo zumbi.

Se você ficou curioso, pode ler um trechinho do livro clicando aqui.

Ficha Técnica

Título: A Menina Que Tinha Dons
Autor: M.R. Carey
Editora: Fabrica 231 – Rocco
384 páginas
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Resenha: Depois da Fotografia, Natalia Brizuela

Recebi da Editora Rocco o lançamento “Depois da fotografia”. A cada mês, recebo dois lançamentos da editora para resenha e esse foi um dos meus escolhidos. Achei que seria bacana ler algo mais “nicho” e fiquei bastante interessada depois de ler a sinopse:

Com o surgimento da fotografia, a arte, a literatura e todos os demais meios de expressão nunca mais foram os mesmos. É isso o que mostra a pesquisadora e crítica literária argentina Natalia Brizuela em Depois da fotografia – Uma literatura fora de si, mais um volume da coleção Entrecríticas, espaço de reflexão sobre a literatura em suas conexões com outras práticas artísticas, organizada por Paloma Vidal. 

Foi difícil ler esse livro. Primeiro porque esperava algo meios teórico. Pode ter sido erro meu, sabe quando a gente lê uma sinopse e já fica com aquela expectativa, daí quando engata na leitura a coisa é diferente? Foram mais de 200 páginas em cima de um estudo bastante cansativo e que dialoga intensamente com nomes da sociologia, o que pode assustar leitores sem muita bagagem teórica no assunto. Talvez seja uma daquelas obras que agrade entusiastas ou profissionais das áreas. Para mim, começou bem mas acabou sendo maçante.

A autora Natalia Brizuela, que é bacharel em Artes e também possui PhD em Espanhol e Português, se concentrou em debater a relação entre fotografia-arte-cultura no âmbito latino-americano (o que é bastante interessante visto que esse tipo de discussão geralmente se concentra em artistas europeus). Seus principais exemplos na narrativa são os escritores mexicanos Mario Bellatin e Juan Rulfo, o argentino Julio Cortázar e os brasileiros Bernardo Carvalho e Nuno Ramos.

Temos em mãos uma obra que transcende a verborragia teórica acerca da fotografia. Natalia lança seu olhar acadêmico sobre artistas que mesclaram de forma marcante a arte de seu tempo.

Ficha Técnica

Título: Depois da fotografia – uma literatura fora de si
Autor: Natalia Brizuela
Editora: Rocco
256 páginas
Skoob

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Resenha: Caixa dos Perigos, Blue Balliett

No mês de setembro, recebi da Editora Rocco o lançamento A Caixa dos Perigos, lançado pelo selo Rocco Jovens Leitores (voltado para o público infanto-juvenil). Tinha curtido a sinopse e tava numa pegada de ler livros de aventura/suspense. A autora Blue Balliett escreve bastante sobre o gênero e já ganhou prêmios por outros títulos lançados. Fiquei curiosa com o que estava por vir.

A sinopse dizia:

“Quem sou eu?” Esse é o desafio proposto aos leitores no novo livro de Blue Balliett, autora do aclamado mistério juvenil Procurando Vermeer, lançado pela Editora Rocco em 2006 e pelo qual ela recebeu o prêmio Edgar Allan Poe na categoria juvenil. Em Caixa dos Perigos, Balliett retorna com outra intrigante trama que reúne ação, mistério e ciência.

A história gira em torno do personagem Zoomy, abandonado ainda na infância e criado pelos avós. Acabou crescendo com um olhar diferente sobre as coisas e isso o tornou tão especial em meio a outros indivíduos. “Um belo dia”, encontra manuscritos que contém anotações meio sem pé nem cabeça e que provavelmente passariam batidas nas mãos de outras pessoas, mas não por Zoomy. O menino se debruça em cima da descoberta e investiga com o auxílio de sua amiga Lorrol o mistério em torno das palavras quase ilegíveis. Algum significado aquilo tinha. Ele precisava descobrir o que era.

PS: fiquei muito me imaginando com 10, 12 anos, lendo esse tipo de livro. Aliás, me lembrou um pouco aquela série “Os Caras”. Nunca achei aquele tema infanto-juvenil. Senti um pouco que essa leitura continha palavras mais rebuscadas mas sei lá, eu tenho uma visão mais infantilizada da meninada de hoje em dia. Não sei… pode ser um erro meu.

A Caixa dos Perigos | Maionese

Achei o começo da história um tanto confuso e foi difícil engatar a leitura. Mas, aos poucos, fui mergulhando na delicadeza com a qual a autora trabalhou o personagem e isso fez com que eu simpatizasse mais com a história. Entre um capítulo e outro, há pequenos trechos do jornalzinho Gazeta Gus (fictício), que acaba esclarecendo um pouco mais da história, como se fossem pistas de uma grande charada. Curti a preocupação da autora em preencher essas lacunas, inclusive com pesquisas históricas e científicas.

Como sempre faço, não vou contar muito da história mas já adianto que talvez seja um livro mais para adolescentes ou quem curte o gênero aventura. Eu tava numa vibe de relaxar o cérebro e curti. Acabei, inclusive, dando o livro para a filha da minha amiga, de 8 aninhos, que está começando a ler coisas mais complexas. Ela tem curtido! 😉

Ficha Técnica

Título: A Caixa dos Perigos
Autor: Blue Balliett
Editora: Rocco Jovens Leitores
304 páginas
Skoob

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Resenha: O outro lado da sombra, Mariana Portella

O outro lado da sombra | Maionese

Um sujeito inseguro, ansioso e um tanto depressivo que tem dois únicos prazeres na vida: a música e a literatura. Desacreditado desde a infância até mesmo pela mãe, Soren nunca soube o significado de felicidade. Mas nunca desistiu de tentar se encontrar e de buscá-la.

Ao escolher os primeiros livros da parceria com a Rocco, mal sabia que iria me jogar em dois títulos um tanto quanto bucólicos e poéticos ao mesmo tempo. Skagboys, de Irvine Welsh, é um passeio e tanto pelo submundo das drogas e da falta de oportunidades. E O outro lado sombrio, romance de estreia de Mariana Portella, é também uma busca por felicidade, quando tudo está – aparentemente – perdido.

Soren, nosso protagonista, acorda de um coma após um acidente e se vê diante da obrigação de recomeçar. Em meio a muitas reflexões e sentimentos que perturbam a mente do ser humano, Soren segue em busca de respostas e também de realização pessoal. São tantos questionamentos que você acaba interrompendo a leitura algumas vezes para pensar na própria vida, no rumo que as coisas vão tomando. PS: de vez em quando me vejo acordando subitamente, como se acordando de um coma, e repenso a vida como ela se configura no momento. Estaria eu fazendo o melhor por mim? Se esse fosse um dia para recomeçar?

Mais do que uma viagem física – de um lugar para o outro – , Soren viaja, de fato, é para o interior de si mesmo:

Por um momento houve a escuridão e nela vi que sua beleza estava ausente. Com a consciência de que tal viagem não se acabaria, guardei tudo aquilo que certamente teria buscado fora dali, afinal, a verdadeira jornada encontrava-se em mim, sendo desnecessário afastar-me, ir tão longe de casa e, quando a escuridão me envolver, devo manter os olhos cerrados e passos delicados, procurando equilíbrio na sinuosa superfície do medo.

O desfecho é surpreendente e muito bonito. A leitura flui de forma leve mesmo com tanta introspecção e devaneios por vezes sombrios e até paranóicos. Livro mais que recomendado!

Ficha Técnica

Título: O outro lado da sombra
Autor: Mariana Portella
Editora: Rocco
206 páginas
Skoob