Browsing Tag

resenhas

leituras, run forrest run

Resenha: Do que eu falo quando falo de corrida, Haruki Murakami

Não sei se vocês também são desse jeito mas por aqui acabo selecionando as leituras dependendo do ~mood. Explico: aleatoriamente, pego um livro pra ler. Alguns já queria ler, outros escolho ao acaso, meio que já sabendo do que se trata, com o intuito de me entregar ao novo. Geralmente faço isso com filmes também. Dou “play” em coisas que não costumo assistir e deixo rolar (já aconteceu de ser meio que uma tortura chegar ao fim porém fui surpreendida positivamente tantas vezes ao praticar esse exercício).

Com “Do que eu falo quando falo de corrida” não foi assim tão randômico, eu queria ler esse livro desde o começo do ano. Comecei a ler meio que na mesma época em que entrei pra minha primeira assessoria esportiva. Mas, por algum motivo que hoje faz todo sentido, deixei pra lá. Peguei outras leituras, outras séries, e Murakami ficou pra trás. Mas foi durante a recente viagem pra NY, uma viagem que vou contar aqui nos mínimos detalhes, que essa leitura chegou ao fim. E não poderia ter acontecido em melhor momento.

Já falei um pouco sobre o Haruki Murakami nesse post aqui. Ele começou a escrever seus romances já quase na casa dos trinta. E foi nessa época também que começou a correr. Depois que terminei a leitura de seu livro sobre corrida, tive a certeza de que não se tratava apenas sobre um livro contando aventuras em maratonas ou treinos, lesões. É um livro sobre a eterna busca pelo que somos e pelo que nos faz feliz.

Em 1982, Haruki Murakami decidiu vender seu bar de jazz em Tóquio para se dedicar à escrita. Nesse mesmo período, começou a correr para se manter em forma. Um ano mais tarde, ele completou, sozinho, o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e viu que estava no caminho certo para se tornar um corredor de longas distâncias.

O autor traça diversos paralelos entre os treinos e provas de corrida de rua com seu trabalho como escritor, tradutor e palestrante. A eterna busca por inspiração que os criativos vivem diariamente, aquele vazio quando a “fonte seca”, a angústia que praticamente todo indivíduo sente em relação ao envelhecer (e todos os assuntos relacionados ao passar dos anos: sucesso/fracasso, bad pelo fim da vida…). Quem tem o hábito da corrida sabe que esse não é apenas um esporte onde você calça um tênis e sai por aí feito doido varrido. É um esporte de progressão, de condicionamento, que exige que o praticante se mantenha ativo com frequência e que muitas vezes vença a preguiça, a inércia do corpo para se movimentar, suar, em alguns casos sentir dor.

Mas não acredito que seja apenas força de vontade que capacite a pessoa a fazer alguma coisa. O mundo não é assim tão simples. Para dizer a verdade, eu nem acho que exista grande correlação entre o hábito de correr todo dia e essa coisa de ter ou não força de vontade. Creio que fui capaz de correr durante mais de vinte anos por um motivo simples: isso me cai bem. Ou pelo menos porque não acho assim tão doloroso.

BINGO! Quantas coisas na vida a gente carrega como se fosse um fardo? Uma profissão. Um relacionamento amoroso. Uma amizade. Em que momento a gente elimina o que nos faz mal? Por que é tão difícil renunciar ao que nos maltrata?

Ao falar sobre sua experiência em meias, maratonas, ultras e triatlo, Murakami revela ao leitor alguns aspectos interessantes que poderiam se encaixar no que conhecemos como psicologia do esporte. Seus depoimentos de pré-prova, dos treinos, da relação com outros atletas. Mesmo que você não corra ou nunca tenha participado de uma prova, vai visualizar direitinho, por meio da narrativa, os impactos da atividade física sobre o indivíduo.

À medida que se tornava um hábito natural, fui me sentindo cada vez menos constrangido a respeito. Entrei em uma loja de esportes e comprei material de corrida, além de tênis decentes que se prestassem adequadamente ao meu propósito. Comprei um relógio com cronômetro, também, e li um livro de corridas para iniciantes. É assim que você se torna um corredor.

Ao terminar a leitura, tive vontade de dar um abraço no Murakami. Um misto de agradecimento e vontade de parabenizá-lo por conseguir se enxergar de um jeito tão maravilhoso.

Em todo caso, foi assim que comecei a correr. Trinta e três anos – essa era a minha idade na época. Ainda jovem o bastante, embora não mais um homem jovem. A idade com que Jesus Cristo morreu. A idade com que Scott Fitzgerald começou a decair. Essa idade talvez seja um tipo de encruzilhada na vida.

E eu não poderia concordar menos. Foi com 33 anos que abracei a corrida de rua e nunca mais fui a mesma pessoa…

Ficha Técnica

Título: Do que eu falo quando falo de corrida
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
152 páginas
Skoob

Facebook Instagram Twitter Pinterest snapchat: hackelz

filmes

Assistidos: Priscilla, a Rainha do Deserto + Eu e as Mulheres + Jovens Adultos

Andei meio “pobrinha” de filmes no mês passado. Pra quem assistia pelo menos uns 2 na semana, andei meio ausente nessa questão. E isso tem nome: vício em Downton Abbey. Por influência de ~mâmi~, que sempre falava da série, comecei a assistir e fiquei apaixonada. É uma série leve porém intensa. Devorei 5 temporadas rapidamente e cá estou ansiosa pela sexta, que é a última e coloca um ponto final nessa história toda. Bom, mas isso é assunto pra um post exclusivo, né?

Voltando aos filmes, cá estão os três últimos assistidos. Um clássico e dois aleatórios. Vamos aos comentários!

1. Priscilla, a Rainha do Deserto

Já tinha assistido a esse filme há muitos anos e não lembrava direito. Tirei o domingo friorento pra pegar algo bem “aleatório” e passar algumas horas me divertindo. O filme conta a história de três artistas que caem na estrada para uma apresentação longe de casa. Anthony/Mitzi + Adam/Felicia são drag queens e convocam Bernadette/Ralph para acompanhar a dupla em uma viagem cheia de aventuras por cidades pequenas e grandes revelações.

Além da trilha sonora, as atuações são maravilhosas – Terence Strap, Hugo Weaving e Guy Pearce incríveis! Filme divertido e um clássico dos anos 90.

2. Eu e as Mulheres

Tem filme que quando termina eu me pergunto por que assisti, porque não tem nada a ver com o tipo de coisa que eu curto assistir. Pois bem, esse filme estava em destaque na Netflix outro dia e eu resolvi dar uma chance, afinal tinha o Adam Brody e ele é sempre muito fofo. Trata-se de uma comédia romântica fofa, com uma trilha sonora gostosa e só. Se quiser dar uma “desopilada” dos dramalhões da vida, vale o investimento de tempo (apesar das tretas entre mãe e filha e panz). Mas não espere mais do que isso.

3. Jovens Adultos


Outro que assisti depois de ver a sugestão no Netflix. Dei uma pesquisada bem por alto, não vi muitos elogios mas resolvi encarar por motivos de “tem Charlize Theron”. Trata-se da história de uma escritora que anda meio deprê com a vida e resolve visitar a cidade onde cresceu em busca de algumas respostas. Lá ela reencontra um ex da adolescência e começa a criar expectativas… Tem horas que você tem um pouco de vergonha alheia, misturada com pena… Achei interessante, no fim das contas.
.

E vocês, o que estão assistindo? Deixem sugestões legais aqui nos comentários!

Facebook Instagram Twitter Pinterest snapchat: hackelz

leituras

Lançamentos de Agosto/15 – Editora Rocco

É com muito prazer que faço esse post pois a parceria com a Editora Rocco continuará a todo vapor! \o/ Andei meio enrolada com as leituras, peguei um amor por séries e acabo deixando os livros de lado no tempo livre… Porém a coisa mais legal nas parcerias com editoras é que você acaba lendo muita coisa diferente do que leria normalmente. Mensalmente, eles nos encaminham os lançamentos do mês e é uma oportunidade bacana de escolher coisas que você não leria ~normalmente~. Um exercício bacana para sair do convencional.

Para o mês de agosto, os lançamentos da editora são:

✏ O livro da vida (Trilogia das Almas #3), de Deborah Harkness

Considerada pela crítica nos Estados Unidos “uma ponte entre Harry Potter, Crepúsculo e a série Outlander”, a Trilogia das Almas, de Deborah Harkness, chega ao fim com O livro da vida, uma perfeita fantasia para adultos, que alcançou o topo da lista dos mais vendidos doThe New York Times em seu lançamento. Depois de A descoberta das bruxas e Sombra da noite, a autora entrega aos leitores informações surpreendentes sobre o manuscrito Ashmole 782 e sua conexão com bruxas, vampiros e demônios que vivem entre os humanos, além de selar o destino da cientista e bruxa Diana Bishop e do geneticista e vampiro Matthew Clairmontt, com sua bem-sucedida combinação de magia, história, amor e ciência.

✏ Brochadas – Confissões sexuais de um jovem escritor, de Jacques Fux

“Tudo aqui é verdade, exceto o que não invento”, adverte Jacques Fux, em forma de epígrafe, em Brochadas. Em sua estreia na Rocco, o autor mineiro, ganhador do Prêmio São Paulo por seu primeiro romance, Antiterapias, mistura as fronteiras entre ficção e realidade para narrar uma “Ilíada da impotência”, remontando ao passado da humanidade e a suas próprias origens em busca de respostas culturais, biológicas, místicas, artísticas e etimológicas para o funcionamento ilógico do pênis. Ao lado da erudição, caminha um humor judaico surpreendente, que perpassa toda a narrativa, costurada pelas lembranças dos amores passados do protagonista e pelos e-mails trocados com suas ex-namoradas. Um romance original que joga com os conceitos de metalinguagem e autoficção e tece uma análise irônica do “eu” na literatura.

Fábrica231

✏ Champagne Supernovas, de Maureen Callahan 

Os anos 1990 mudaram radicalmente o mundo da moda. EmChampagne supernovas, a jornalista Maureen Callahan pega emprestado o título de uma canção da banda Oasis que também se tornou símbolo da época para mostrar como as noções tradicionais de beleza e estilo se transformaram neste período, dando lugar a novas formas de criar e consumir produtos. Focado nas histórias da modelo Kate Moss e dos estilistas Marc Jacobs e Alexander McQueen, o livro retrata o momento em que o alternativo virou mainstream, transformando-se em um grande negócio. Repleto de histórias de bastidores, o livro mostra o lado humano de três gênios rebeldes que se tornaram ícones da moda e retrata um período em que a cultura alternativa esteve em ebulição, com uma narrativa carregada de energia.

✏ Os portões do Inferno (Lendas de Baldúria #1), de André Gordirro 

Romance de estreia do jornalista André Gordirro e volume inicial da trilogia Lendas de Baldúria, Os portões do inferno reúne o melhor da fantasia épica: guerreiros, magos, monstros, fortalezas, cenários fabulosos e combates sangrentos. Tendo à frente um improvável time de protagonistas – verdadeiros párias que, por acaso, ganham a chance de salvar o mundo de uma tropa de svaltares, estranhos e temidos elfos das profundezas –, o livro junta referências históricas e bíblicas a alegorias da sociedade contemporânea e um alto teor de cultura pop. Com origem direta no RPG, o livro é um bem-vindo cruzamento entre Os doze condenados e O Senhor dos Anéis de ritmo ágil, cheio de reviravoltas e com senso de humor apurado.

Bicicleta Amarela

✏ A sabedoria de Gandhi, de Homer A. Jack (org.) 

Mais de meio século após a sua morte, as ideias de Gandhi continuam válidas e sua influência é evidente no cenário político internacional – de Nelson Mandela a Barack Obama, vários líderes mundiais afirmaram ter sido inspirados, direta ou indiretamente, pela filosofia da ahimsa (não violência) do Mahatma. Em A sabedoria de Gandhi, o biólogo, teólogo e pacifista Homer A. Jack reúne a essência do pensamento de Gandhi em diferentes áreas, como a igualdade de direitos entre homens e mulheres e entre as diferentes classes sociais, a liberdade religiosa, a necessidade de uma melhor distribuição de renda no mundo e o uso da política como instrumento de libertação e conciliação, mostrando sua força e atualidade.

Rocco Jovens Leitores

✏ Fala sério, irmão! / Fala sério, irmã!, de Thalita Rebouças

Fenômeno da literatura juvenil nacional com mais de 1,5 milhão de livros vendidos, Thalita Rebouças volta a sua série de maior sucesso com Fala sério, irmão! e Fala sério, irmã!, em que aborda a relação da protagonista Malu com seus dois irmãos mais novos. Em edição especial, o livro duplo pode ser lido de ponta-cabeça: de um lado estão as crônicas que mostram a convivência de Malu com o irmão do meio, Mamá; do outro, as histórias centradas na relação com a caçula Malena. Em todas elas, Thalita mostra, com seu bom humor habitual, as delícias e as agruras da vida em família, com direito a momentos hilários e outros emocionantes, brigas e confidências com os quais leitores de várias idades vão se identificar.

✏ A arte de ser normal, de Lisa Williamson

David Piper tem 14 anos e um desejo: “Quero ser uma menina”. Mas este é um segredo que ele compartilha apenas com Essie e Felix, seus únicos amigos, pelo menos até a chegada de Leo Danton à escola Parque Éden. Apesar de muito diferentes e cada um guardando um segredo próprio, David e Leo iniciam uma profunda amizade, que é a base do elogiado romance de estreia da atriz e escritora britânica Lisa Williamson. Com diálogos engraçados e relatando situações cotidianas na vida de adolescentes, a autora consegue abordar a delicada e muito atual questão da identidade de gênero de maneira leve e nada apelativa, numa narrativa que conquista o leitor da primeira à última linha.

✏ Circus Maximus – os Guardiões da História, de Damian Dibben

Circus Maximus é o segundo volume da série Os Guardiões da História, do britânico Damian Dibben, repleta de referências históricas e viagens no tempo. Em sua nova jornada, Jake Djones, Nathan Wylder e Charlie Chieverley mais uma vez são responsáveis por salvar o curso da história, e depois de uma desastrada missão na Suécia do século XVIII devem voltar ao ano 27 d.C. e capturar Agata Zeldt, “a mulher mais cruel da história”. Da fria e nevada Suécia ao esplendor do Império Romano, Circus Maximus prende o leitor no centro de uma aventura eletrizante e na companhia de personagens cativantes e carismáticos.

.

Fiquei interessada em dois lançamentos: Champagne Supernovas e Brochadas (parece ser muito divertido). Depois conto quais deles eu li! 😉

curta o blog no Facebook siga no Instagram acompanhe os tweets snapchat: hackelz

Maionese no BEDA

filmes

Assistidos: As Coisas Impossíveis do Amor, Jerry Maguire, Quando o Amor Acontece

Depois de um longo inverno assistindo somente séries (Mad Men ❤) resolvi tirar a teia de aranha da listinha de filmes. Dei uma zapeada rápida no Netflix e encontrei alguns filmes antigos que sempre quis assistir mas tinha preguicinha. Ah, entrou um ~novo~ também que já tinha ouvido falar bem e tal. Vamos lá aos comentários.

1. As Coisas Impossíveis do Amor

Netflix me avisou sobre esse filme, se não me engano naquele display de destaques. Pela descrição, parecia ser mais chatinho do que realmente é. É uma história interessante e comovente, mostrando as complicações entre um casal que lida com tanto problema em pouco tempo. Em muitos casos daria vontade de mandar tudo pros infernos mas os personagens resolvem de outro jeito. Natalie Portman tá ótima nesse filme, vale a pena ver pela atuação dela.

2. Jerry Maguire

Já tinha assistido Jerry Maguire algumas vezes quando era mais nova mas bateu aquela vontade de ver novamente. Eu não era tão crítica antigamente e logicamente ignorei os clichês e caras e bocas do Tom Cruise. Dessa vez, só consegui focar na ~mensagem~ que rola no filme. Quantas vezes a gente já não foi meio Jerry? Meio Dorothy? Abraçando o mundo com as pernas, numa sociedade cada vez mais competitiva. Muitas vezes não sobra espaço para o amor.

Destaque para duas cenas maravilhosas >> essa e essa.

3. Quando o Amor Acontece

Ahhhh comédias românticas… De vez em quando são tão deliciosas! Ainda mais quando tem Sandra Bullock e Harry Connick, Jr (vivendo um cowboy, super novinho). Bom, cês acham que eu só assisto filme incrível, que só trago vitória pro blog, então, queria avisar que ESSE FILME É UMA BELA BOSTA! Mas sabe quando é fofinho? Essa definição é péssima, okay. Mas esse é um daqueles filmes que a gente assiste pra dar uma desplugada do mundo, de coisas mais ~cabeça~ e se deixa levar. Bate uma certa culpa por passar quase 2h da vida assistindo e tal, não acrescenta nada, os personagens são péssimos, Forest Whitaker mandou mal, mas eu gostei de assistir num desses domingos em que você acorda meio sem saber o que fazer.

.

Semana que vem devo trazer mais uma leva de filmes que assisti, graças às férias do Pedro – tô aproveitando e tirando uns dias pra relaxar um pouco, ainda mais depois da mudança infernal. O que vocês sugerem? Deixem as dicas aqui nos comentários!

acompanhe o maionese por aí:

 curta o blog no Facebook  siga no Instagram  acompanhe os tweets  snapchat: hackelz

leituras

Resenha: Um Gosto de Verão, Helen Walsh

Mesmo com tantos percalços e vício em séries, esse ano tem sido bem produtivo no quesito “resenhas”. Me permiti ler livros aleatórios, muitos deles lançamentos que não leria “normalmente”, justamente para praticar um exercício de deixar a mente passear por aí, sem compromisso. Tento intercalar um que quero muito ler com outro que quero ler “mais ou menos” ou que não esperava ler. Nesse ponto, agradeço imensamente pela parceria que o blog tem com as editoras, que me permite escolher títulos de gêneros que não costumo ler.

Recebi da Rocco há alguns meses o livro “Um Gosto de Verão”. Li um pouco depois de ter recebido mas acabei ~arquivando~ a resenha. Então, antes de falar sobre, vamos à sinopse da editora:

Sol, desejo e obsessão dão a tônica do aclamado romance Um gosto de verão, da britânica Helen Walsh. Premiada com o Somerset Maugham e comparada a Irvine Welsh já em seu livro de estreia, a autora surpreende ao revisitar um tema recorrente na literatura – a chegada de um intruso que quebra o tênue equilíbrio de uma casa -, adicionando a ele luxúria, tensões psicológica e sexual em alta voltagem.

Quando vi a comparação com Irvine Welsh já fiquei animada (tem resenha de Skagboys aqui, cês viram?). Continuando na sinopse:

Todo ano, o casal Jenn e Greg viaja para a costa da Ilha de Maiorca, na Espanha, para passar o verão. Dessa vez, eles recebem a visita da enteada de Jenn, Emma, e seu namorado, Nathan. Mulher madura, Jenn jamais imaginou que a simples presença de um jovem belo e ousado pudesse despertar tamanho desejo, que evolui para a obsessão.

Minhas impressões: a autora consegue transmitir a atmosfera de férias e praia ao descrever as situações. Você sente aquele frescor das férias à beira mar, o vento, a leveza dos dias. Essa ambientação é importante para construirmos em nossas mentes o cenário em que se passa a história. Até mesmo para visualizarmos e simpatizarmos com os personagens.

Um Gosto de Verão. Resenha do livro em http://raquelarellano.com.br/blog.
Outra coisa que notei: a tensão sexual que rola entre os personagens. Esse detalhe é bem visível desde o começo da narrativa, porém sem ser aquela coisa “50 Tons de Cinza”. Você sente que tá rolando um clima mas de forma envolvente, o suficiente pra gerar interesse nos leitores. Fica aquele gostinho de “quero mais”, um “sexy sem ser vulgar”.

Em relação aos personagens: não simpatizei com ninguém. Era pra gente curtir a Jenn, entender que ela se sentiu atraída pelo moço lá, mas no fim das contas não cola, você fica até meio bravo com o desenrolar das coisas. Não sei, me senti um pouco “traída” com o livro. Gosto quando termino uma leitura e sinto saudades dos personagens. Nesse caso, fechei o livro e falei “ok, próximo”!

Um Gosto de Verão. Resenha do livro em http://raquelarellano.com.br/blog.

Geralmente compartilho no blog resenhas de livros que gosto muito. Não é que tenha odiado esse livro, mas não morri de amores. Achei okay e tal. Sinto que faltou algo, sabe? Talvez um pouco mais de carisma, um pouco mais de aprofundamento nas histórias dos personagens principais.

Ficha Técnica

Título: Um Gosto de Verão
Autor: Helen Walsh
Editora: Rocco
240 páginas
Skoob

acompanhe o Maionese por aí:

 curta a nossa página no Facebook  siga no Instagram  acompanhe os tweets 

filmes

Assistidos: Desejo e Reparação, Donnie Brasco e Chef

Aproveitando que tem muita gente curtindo feriadão prolongado pra indicar aquele trio esperto de filmes. Aliás, os títulos não tem praticamente nada a ver um com o outro, pra vocês terem certeza de que a pessoa que vos escreve tem um gosto bastante peculiar para películas, certo?

Os “assistidos” incluem um título mais antiguinho, outro mais ou menos recente e um recente. Aliás, sobre o recente, eu poderia ficar horasssss falando mas preferi ser sucinta. Alguns de vocês pediram que eu falasse mais de assuntos gastronômicos aqui no blog, com uma pegada mais pessoal, e cá estou trazendo o assunto pra mesa. Aliás, essa semana teremos mais um post com essa ~veia~ gastrô, mas isso fica pra depois. Vamos aos filmes?

.

1. Desejo e Reparação

Sei que tem gente que morre de preguiça da Keira Knightley, eu mesma dou uns bocejos  quando noto as mesmas expressões, trejeitos, nos personagens de época que ela interpreta. Porém, Desejo e Reparação ganha o espectador pelo enredo, por todo o resto. A fotografia é linda, e o final, surpreendente (e triste). De soluçar de chorar, coisa que eu fiz.

Não satisfeita, mandei mais overdose de Keira assistindo pela milésima vez Orgulho e Preconceito. Como amo esse filme, galera.

2. Donnie Brasco

Muita gente só conhece Johnny Depp pelos filmes toscos de hoje em dia (ou pelo jeitão meio excêntrico de ser). Em sua carreira, há uma atuação excelente, na pele do agente infiltrado Joe Pistone/Donnie Brasco, que investiga um grupo de mafiosos baseado em NY durante os anos 90. A história é baseado em fatos reais e traz Al Pacino + elenco repleto de carinhas conhecidas.

3. Chef

Tá aí um filme que merecia um post exclusivo. Como eu AMEI Chef, pessoal! Amei, amei, amei! Primeiro que o filme é de uma leveza, daqueles que você esquece do tempo e embarca na história. Segundo que, se você cozinha ou aprecia uma boa gastronomia, vai ficar encantado.

O elenco é maravilhoso, Jon Favreau escreveu, dirigiu e atuou no filme, vivendo um chef que precisa se reinventar e buscar uma nova oportunidade de trabalho. Em paralelo, precisa também se aproximar mais do filho, com quem tem uma relação um tanto quanto conturbada. Você ri, sente fome e até se emociona com essa história tão bonita! PS: duvido você não tentar reproduzir um dos pratos preparados no filme. Dica: o misto-quente.

.

Ah, todos os filmes citados na postagem estão disponíveis no Netflix (não é jabá)!

acompanhe o Maionese por aí:

 curta a nossa página no Facebook  siga no Instagram  acompanhe os tweets