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Celebrando os 7 anos do Gordelícias

Durante muito tempo, eu me senti meio bobona por me intitular “blogueira”. O peso negativo que essa palavra tem, minha gente. Bom, vocês que me leem por aqui e que também cultivam seus respectivos blogs com tanto carinho e amor, vão entender. Mas tem gente que nunca, nunquinha, vai captar a importância disso aqui. Faz tempo que eu tô nessa freguesia. E em pelo menos metade desse tempo, escrevo o Gordelícias. No último sábado, fiz uma celebraçãozinha pra gente festejar os 7 anos de bloguinho.

Aquela história: mais do que um encontrinho, era uma maneira de festejar um trabalho (que é diário, que exige dedicação e que muitas vezes não nos paga como a gente deveria receber). Mas olha, eu vou confessar uma coisa também: o tanto de vezes que já pensei em desistir é infinitamente menor à disposição que eu tenho de continuar. Porque produzir um site com conteúdo gastronômico dá um trabalho danado. A gente precisa planejar um cronograma, comprar os ingredientes, preparar a receita em si, fotografar, escrever o post. Se eu somar a quantidade de horas que invisto numa simples receita, vocês nem acreditariam.

Porém, a gente continua. Muitas vezes, remando contra a maré. Seja no YouTube ou nos blogs, redes sociais da vida, só gostando muito do que a gente faz pra continuar.

E foi por isso que fiz a festinha. Foi por isso que teve bolo. E teve até parabéns (eu queria me esconder de tanta vergonha, mas eles puxaram o parabéns mesmo assim).

A comemoração rolou no Artesanal e Tal, quiosque delícia de hambúrgueres aqui na Ilha

O bolo (que vocês já viram no topo do post)

Euzinha, com carinha de pastelzinho

Paola, minha amiga e uma das donas do Artesanal e Tal

Parte da galera que apareceu por lá pra comer e beber 

Essa semana ainda vai rolar vídeo com o resumo da festa, que bom bem lindinha. Em breve, coloco o link aqui também! <3

conversas, música

Uma música e uma nostalgia

Poderia ser apenas mais uma manhã de terça-feira, iniciando mais um dia de trabalho. Coloco os fones de ouvido e busco canções que me façam focar (estou tendo muita dificuldade no momento de mirar nos afazeres e não me deixar levar por apenas mais um capítulo daquele livro que não consigo parar de ler). Escolho Interpol. Toca Obstacle 1.

It’s different now that I’m poor and aging
I’ll never see this place again
You go stabbing yourself in the neck

Imediatamente sinto aquele arrepio na nuca, a sensação de que as coisas estão passando rápido demais. Uma nostalgia invade o escritório de trabalho, volto no tempo uns 9 anos, quando trabalhava no Colorado e Interpol me fazia companhia nas temperaturas gélidas do inverno norte-americano. Turn On The Bright Lights tocava exaustivamente no meu CD player e, posteriormente, no meu primeiro iPod (um daqueles com capacidade para armazenar duzentos e cinquenta e nove mil músicas). Conheci Interpol assistindo The O.C. e, depois disso, um crush também super ouvia… Transformei Interpol na minha trilha dos dias onde a solidão e melancolia tomavam de assalto a minha alma.

Ano retrasado estive no Lollapalooza e, finalmente, assisti a um show deles. O dia ainda estava claro e chovia. Claro, tinha que chover. Interpol não combina com dias ensolarados e quentes. E foi tão lindo.

She puts the, she puts the weights into my little heart
And she gets in my room and she takes it apart, oh
She puts the weights into my little heart
I said she puts the weights into my little heart

A voz de Paul Banks me relembrou dois momentos tão distintos. Há 9 anos, me sentia incompleta e triste; recentemente, me senti em paz por ter a certeza de que aquela Raquel de antigamente sobreviveu e está caminhando tão bravamente em busca de sua paz de espírito.

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Sobre os meus 35 anos

Eu estava sem escrever no blog desde outubro de 2016. Claro que passou um bocado de vida nesse meio tempo. Teve mais do mesmo, altos e baixos, Natal, Ano Novo, aniversário de 35 anos. Nesse período longe do blog, pensei inúmeras vezes em discorrer sobre alguns assuntos por aqui, mas em todas as vezes acabei hesitando. Muitas vezes, preferi a cumplicidade das páginas dos caderninhos que venho colecionando, onde vou colecionando pensamentos.

Foi graças a uma besteira que fiz, ao tentar corrigir um errinho de importação dos arquivos, que quebrei o jejum de posts. Ao atualizar algumas postagens antigas, encontrei esse texto aqui. Li cada palavrinha e me deu um “negócio” aqui dentro. Brinco comigo mesma que existe uma Raquel antes e depois dos 30 e não é somente pela “idade” que virou mas pelo diagnóstico de uma doença que transformaria todo o meu estilo de vida, desde então.

.

Foi aos 30 que eu operei pela primeira vez.

Que me vi sozinha em um quarto de hospital, lidando com a dor e com o medo.

Fui obrigada a aceitar que nada seria mais como antigamente.

Pedi demissão e desde então nunca mais fui CLT.

Saí da casa dos meus pais e “casei”.

Chorei e sofri, muitas vezes sem que ninguém percebesse.

Sorri e fui feliz, muitas vezes sem que ninguém percebesse.

.

Mas, o principal: virei uma chave na vida que determina o que vale e o que não vale carregarmos conosco pelo resto de nossos dias.

É preciso viver certas bads pra gente mudar o rumo das coisas. Anos depois, mais precisamente em julho de 2016, vivi novamente essa mudança no eixo gravitacional de si mesmo. Aquela porrada que te desconcerta mas ao mesmo tempo te alinha. Parece bobagem mas pensa se não faz sentido isso que tô dizendo?

Cá estou, novamente, escrevendo sobre marcos. Hoje estou com 35 anos. Já pertenço à categoria “peles maduras” da maioria dos produtos de beleza. Não fosse o rostinho de menina, as pessoas certamente me dariam mais idade. Mas, ao comparar fotos antigas, consigo enxergar os sinais de que o tempo está passando rapidamente. A pele não é mais a mesma, tão firme como outrora. No canto dos olhos, já enxergo aquele famoso “pé de galinha”; alguns fios de cabelos brancos insistem em surgir, com mais frequência (mas a genética aqui é boa, vide vó materna e papai, que conseguem manter uma cabeleira levemente grisalha, apesar da idade).

Nos últimos anos eu reaprendi a andar. Aprendi a correr. Passei a comer melhor, ser mais saudável, mais leve. Li menos, vi mais séries. Redefini o conceito de entretenimento e me tornei uma pessoa que entende bastante de seriados, me afastando dos livros e da música. A Raquel de 35 é muito mais legal que a Raquel de 30. Mais segura, confiante, dona de si. E que assim seja.

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Meme 3 coisas + Conversinha

Eu adoro um meme bobinho e descontraído, ainda mais quando ele revela um pouco mais sobre a gente. Aquele papo leve que sem querer já entrega parte dos teus gostos, sabe? Inspirada pelo post da Ju, seguem as minhas respostas pro “meme 3 coisas”.

△▽△

3 coisas que me dão medo
➸ filme de terror
➸ prédios muito altos
➸ voos internacionais

3 coisas que me dão preguiça
➸ lavar banheiro
➸ lavar a louça
➸ pessoas mau humoradas

3 coisas que eu gosto
➸ cozinhar
➸ afofar meus gatos
➸ planejar viagens

3 coisas que eu sei fazer
➸ umas comidas gostosas
➸ apresentações no powerpoint
➸ organizar bazar de roupa

3 coisas que eu não sei fazer
➸ nadar crawl
➸ dirigir (tenho carteira mas né?)
➸ me manter firme numa dieta

3 assuntos preferidos
➸ música
➸ corrida
➸ gastronomia

3 assuntos que eu não curto discutir
➸ religião
➸ economia
➸ sexo

3 cheiros preferidos
➸ bolo assando
➸ cangote dos gatos
➸ terra molhada de chuva

3 cheiros que eu detesto
➸ cheiro da linha vermelha aqui no rio
➸ dobradinha
➸ xixi de gato

3 melhores comidas
➸ risoto (qualquer um)
➸ sorvete (qualquer um)
➸ bolo (qualquer um)

3 piores comidas
➸ dobradinha
➸ escargot
➸ jiló

3 piores redes sociais
➸ facebook
➸ snapchat
➸ hello

3 melhores redes sociais
➸ pinterest
➸ instagram
➸ twitter

3 melhores bebidas
➸ chá (qualquer um)
➸ vodka
➸ café

3 piores bebidas
➸ refrigerante
➸ licor (qualquer um)
➸ cerveja vagabunda

3 coisas que me acalmam
➸ banho gelado
➸ comfort food
➸ corrida ou spinning

3 coisas que levam todo o meu dinheiro
➸ roupas e sapatos
➸ objetos pro lar (louças, etc)
➸ restaurantes

3 coisas em que eu detesto gastar dinheiro
➸ dentista
➸ remédios
➸ areia de gato

3 coisas que me estressam
➸ pessoas que somem
➸ shows tumultuados
➸ verão

3 coisas que eu vou fazer essa semana
➸ reunião com cliente
➸ marcar médicos
➸ treinos de corrida

3 coisas que eu fiz na semana passada
➸ eventos do gordelícias
➸ voltei a assistir algumas séries
➸ li um livro

3 coisas que eu quero fazer em breve
➸ viajar pra califórnia
➸ trilha pelo rio
➸ vídeos pro gordelícias (tipo vários de uma vez)

3 coisas que eu deveria fazer em breve
➸ vídeos pro gordelícias (tipo vários de uma vez)
➸ abrir uma conta pessoa física
➸ ler mais livros

3 coisas que eu não quero fazer
➸ tirar uma nova carteira de motorista
➸ marcar dentista
➸ relatórios

△▽△

A gente percebe com esses memes que a vida é algo muito simples e sem grandes complicações. O que nos faz feliz muitas vezes é passar um sábado jogado no sofá curtindo séries, mas tudo depende do seu momento da vida. Já estive naquela fase party animal, sempre em busca de diversão, hoje em dia curto correr bem cedo nos fins de semana, depois passo algumas horas vendo algo na TV com meus gatos ao redor, a companhia do marido fazendo algo dele (geralmente jogando) e a gente sente que a casa tem vida, que as coisas estão ali acontecendo no seu ritmo. É bom isso tudo.

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amor

O mito do “amor pra sempre”

créditos da imagem: Foto Pau via Compfight cc

Esses dias, a internet veio abaixo com uma notícia bombástica. Não, não era o impeachment da presidenta Dilma mas a separação do casal William Bonner e Fátima Bernardes. Durante anos, os jornalistas dividiram a bancada do principal programa de notícias da TV brasileira e eram tidos como exemplo de casal, esses estereótipos que as pessoas adoram criar pra, sei lá, se inspirar.

Surgiram memes, brincadeiras das mais variadas, textões sobre o amor e as relações nos dias de hoje. A gente dava risada daqui, de lá, mas nesse bolo todo de opiniões, me chamou atenção a constante visão de que o relacionamento dos caras não deu certo. Não.Deu.Certo.

Não sou psicóloga, terapeuta, nada disso. Mas se tem uma coisa que aprendi ao longo desses 34 anos foi respeitar o tempo de cada coisa. Enxergar a melhor parte de todas as situações, mesmo as doloridas e aparentemente impossíveis de suportar. Porque mesmo na dor e no sofrimento, a gente consegue tirar uma lição, algo de positivo (pode acreditar). Cruzei com o depoimento do terapeuta Jordan Campos no Facebook (vocês podem ler na íntegra clicando aqui) mas gostaria de mencionar alguns trechos nesse post:

O mito do amor romântico ainda molda os sonhos mais profundos até que o tapa na cara da vida, que deveria ser um empurrão pra frente, vira pá de cal jogada em nossa alma no fundo do poço. A primeira coisa que devíamos aprender antes de começar qualquer coisa… Seja uma relação, emprego ou modo de vida é que isto um dia vai terminar.

Nossa, mas que horrível a gente pensar e viver desse jeito. Mas gente, olha, essa é a única certeza que temos na vida: a de que um dia TUDO acabará. Acho inclusive que por não pensarmos direitinho nisso, deixamos tanta coisa pra depois… projetos, decisões, minamos o presente na falsa certeza de que temos muito tempo pra corrigir erros e melhorarmos como pessoas. Wrong.

Uma relação de 26 anos e três filhos deu muito certo. Menos de 2% das pessoas que lerão este texto conseguirão ter mais de 25 anos com alguém. Eles deram certo o tempo que a função da relação possibilitou. Podemos dar certo por um dia, um mês, alguns anos ou até que a morte nos leve antes.

E não é? Quantas vezes a gente não desiste de um relacionamento por não ter paciência de lidar com o outro, com a dificuldade de dividir o espaço e tempo?  Na constante busca pela felicidade, somos levados a abandonar o barco no primeiro conflito, entrando naquele famoso círculo vicioso em busca de alguém perfeito. Então se a gente parar pra pensar, como podemos afirmar que o relacionamento dos caras deu errado sendo que criaram 3 filhos e ainda mantém amizade, uma relação cordial? Quantos de nós ainda mantém contato com ex namorado? Discuss.

As relações afetivas de longo prazo vivem uma Era de extinção. Nosso momento global, cultural, midiático e educacional prega exatamente isto. E isso tem um lado bom e um ruim. O lado bom é que podemos evitar de viver ao lado de uma pessoa apenas pelo símbolo bacana de ter uma família para a sociedade e família ver.

Eu queria dar um abraço no Jordan por essa fala. Se praticamente tudo ao nosso redor está mudando, por que ainda insistimos em manter a ideia do amor que dura pra sempre? A gente admira casal que tá junto há 50 anos, mesmo que os caras não se falem direito, não sejam companheiros, cúmplices. É isso mesmo que as pessoas valorizam? Estar com alguém por estar? Pra prestar contas na vizinhança?

De um lado, nossa necessidade de segurança, previsibilidade, proteção, dependência, confiança, permanência, todas essas experiências fundamentadas das nossas vidas que chamamos de lar. Porém temos também uma necessidade igualmente forte, homens e mulheres, por aventura, novidade, mistério, risco, perigo, desconhecido, inesperado, surpresa. Conciliar nossa necessidade por segurança com a nossa necessidade por aventura em um relacionamento, ou o que chamamos hoje de um casamento apaixonante, costumava ser uma contradição. Hoje em dia queremos que nosso parceiro continue a nos dar tudo isso, e, além disso quero que seja meu melhor amigo e meu confidente, meu amante apaixonado.

Não é só pelos filhos, ou pela amizade, é também sobre valorização do outro – o que diretamente implica no sexo e na atração mútua. Li e reli esse trecho que no post do Jordan é fundamentado por análises que ele fez em grupos de diferentes sociedades e que mostram em comum essa relação tão intrínseca casamento-sexo. E aí vocês devem estar se perguntando “mas lá vem esse papo de auto estima de novo”. É impossível fugir dele. Tudo na nossa vida tem a ver com o que sentimos por nós mesmos. Trabalho, amizade, relacionamento amoroso, projetos pessoais. Se você não se sente bem com o que é, se alguém faz com que você se sinta mal o tempo todo, é mais certo do que 2+2=4 que as coisas não vão rolar como deveriam. O rendimento cai, a produtividade, o carinho. É como se você parasse de regar uma plantinha e visse tudo murchar, sabe?

E por fim, Jordan encerra seu texto de um jeito tão óbvio e tão especial:

Vamos viver intensamente o que temos, vamos entender que é a nossa possibilidade de ser livre que nos “prende” em um ninho de relação. E não tenhamos medo de desistir quando o eco de sua emoção não mais voltar. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante: Quem quer errar, erra. Quem quer ganhar, ganha. Quem quer trair, trai. Quem quer ir, vai logo. Quem quer amar, não desiste. Porém… Quem ainda não sabe o que quer, inventa tolas desculpas. E acaba ferindo de mais. Cansando o amor. Dando um belo tiro no pé.

Parece simples o recado. Mas eu sei, você sabe, que não é. Existem muitos fatores que vão te segurar numa relação. Existe o medo, a insegurança, a dúvida. Existem os planos que julgamos corretos. Existem pessoas que dependem de nós, juntos ou separados. Sem falar que é tão confuso quando a gente entra na seara dos sentimentos, porque não existe lógica. Somos seres vivos, recebendo estímulos a todo instante. Não temos controle sobre o outro e na maioria das vezes nem mesmo sobre nós. Talvez a gente precise se conhecer melhor pra que consiga se ouvir mais. Só assim estaremos preparados para ouvir o outro e viver em paz.

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coisas que amei, conversas

Coisas que amei: reflexões sobre as redes sociais

imagem do topo: Rresende via Compfight cc

Desde segunda-feira, não param de circular textos e matérias sobre a decisão de uma blogueira/youtuber australiana que decidiu abandonar um lifestyle tão desejado por gente no mundo todo, em prol de uma vida mais real e livre. Esse é um debate antigo, principalmente pra quem vive do Marketing Digital, ou quem acompanha debates e estudos antropológicos. Mas é aquela, basta uma fagulha pra reacender todo o incêndio e cá estamos em meio a tantos textos e análises.

Visto que li tanta coisa interessante nas últimas 48h, vou abrir mão de escrever mais um ~textão~ pra compartilhar alguns desses links, que sugerem ótimos debates em torno do assunto. Só clicar aí embaixo!

◣ Por que você se deixou enganar pelo Instagram, por Fernanda Pineda

◣ Sobre redes sociais, vida real e felicidade, por Fe Neute

◣ Por que está todo mundo fugindo das redes sociais e do mundo online, por Marina Espíndola

◣ Estamos prestes a mudar a nossa relação com a internet e com as redes sociais, por Nuta Vasconcellos

◣ A não farsa das redes sociais, por Lu Ferreira

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