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O mito do “amor pra sempre”

créditos da imagem: Foto Pau via Compfight cc

Esses dias, a internet veio abaixo com uma notícia bombástica. Não, não era o impeachment da presidenta Dilma mas a separação do casal William Bonner e Fátima Bernardes. Durante anos, os jornalistas dividiram a bancada do principal programa de notícias da TV brasileira e eram tidos como exemplo de casal, esses estereótipos que as pessoas adoram criar pra, sei lá, se inspirar.

Surgiram memes, brincadeiras das mais variadas, textões sobre o amor e as relações nos dias de hoje. A gente dava risada daqui, de lá, mas nesse bolo todo de opiniões, me chamou atenção a constante visão de que o relacionamento dos caras não deu certo. Não.Deu.Certo.

Não sou psicóloga, terapeuta, nada disso. Mas se tem uma coisa que aprendi ao longo desses 34 anos foi respeitar o tempo de cada coisa. Enxergar a melhor parte de todas as situações, mesmo as doloridas e aparentemente impossíveis de suportar. Porque mesmo na dor e no sofrimento, a gente consegue tirar uma lição, algo de positivo (pode acreditar). Cruzei com o depoimento do terapeuta Jordan Campos no Facebook (vocês podem ler na íntegra clicando aqui) mas gostaria de mencionar alguns trechos nesse post:

O mito do amor romântico ainda molda os sonhos mais profundos até que o tapa na cara da vida, que deveria ser um empurrão pra frente, vira pá de cal jogada em nossa alma no fundo do poço. A primeira coisa que devíamos aprender antes de começar qualquer coisa… Seja uma relação, emprego ou modo de vida é que isto um dia vai terminar.

Nossa, mas que horrível a gente pensar e viver desse jeito. Mas gente, olha, essa é a única certeza que temos na vida: a de que um dia TUDO acabará. Acho inclusive que por não pensarmos direitinho nisso, deixamos tanta coisa pra depois… projetos, decisões, minamos o presente na falsa certeza de que temos muito tempo pra corrigir erros e melhorarmos como pessoas. Wrong.

Uma relação de 26 anos e três filhos deu muito certo. Menos de 2% das pessoas que lerão este texto conseguirão ter mais de 25 anos com alguém. Eles deram certo o tempo que a função da relação possibilitou. Podemos dar certo por um dia, um mês, alguns anos ou até que a morte nos leve antes.

E não é? Quantas vezes a gente não desiste de um relacionamento por não ter paciência de lidar com o outro, com a dificuldade de dividir o espaço e tempo?  Na constante busca pela felicidade, somos levados a abandonar o barco no primeiro conflito, entrando naquele famoso círculo vicioso em busca de alguém perfeito. Então se a gente parar pra pensar, como podemos afirmar que o relacionamento dos caras deu errado sendo que criaram 3 filhos e ainda mantém amizade, uma relação cordial? Quantos de nós ainda mantém contato com ex namorado? Discuss.

As relações afetivas de longo prazo vivem uma Era de extinção. Nosso momento global, cultural, midiático e educacional prega exatamente isto. E isso tem um lado bom e um ruim. O lado bom é que podemos evitar de viver ao lado de uma pessoa apenas pelo símbolo bacana de ter uma família para a sociedade e família ver.

Eu queria dar um abraço no Jordan por essa fala. Se praticamente tudo ao nosso redor está mudando, por que ainda insistimos em manter a ideia do amor que dura pra sempre? A gente admira casal que tá junto há 50 anos, mesmo que os caras não se falem direito, não sejam companheiros, cúmplices. É isso mesmo que as pessoas valorizam? Estar com alguém por estar? Pra prestar contas na vizinhança?

De um lado, nossa necessidade de segurança, previsibilidade, proteção, dependência, confiança, permanência, todas essas experiências fundamentadas das nossas vidas que chamamos de lar. Porém temos também uma necessidade igualmente forte, homens e mulheres, por aventura, novidade, mistério, risco, perigo, desconhecido, inesperado, surpresa. Conciliar nossa necessidade por segurança com a nossa necessidade por aventura em um relacionamento, ou o que chamamos hoje de um casamento apaixonante, costumava ser uma contradição. Hoje em dia queremos que nosso parceiro continue a nos dar tudo isso, e, além disso quero que seja meu melhor amigo e meu confidente, meu amante apaixonado.

Não é só pelos filhos, ou pela amizade, é também sobre valorização do outro – o que diretamente implica no sexo e na atração mútua. Li e reli esse trecho que no post do Jordan é fundamentado por análises que ele fez em grupos de diferentes sociedades e que mostram em comum essa relação tão intrínseca casamento-sexo. E aí vocês devem estar se perguntando “mas lá vem esse papo de auto estima de novo”. É impossível fugir dele. Tudo na nossa vida tem a ver com o que sentimos por nós mesmos. Trabalho, amizade, relacionamento amoroso, projetos pessoais. Se você não se sente bem com o que é, se alguém faz com que você se sinta mal o tempo todo, é mais certo do que 2+2=4 que as coisas não vão rolar como deveriam. O rendimento cai, a produtividade, o carinho. É como se você parasse de regar uma plantinha e visse tudo murchar, sabe?

E por fim, Jordan encerra seu texto de um jeito tão óbvio e tão especial:

Vamos viver intensamente o que temos, vamos entender que é a nossa possibilidade de ser livre que nos “prende” em um ninho de relação. E não tenhamos medo de desistir quando o eco de sua emoção não mais voltar. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante: Quem quer errar, erra. Quem quer ganhar, ganha. Quem quer trair, trai. Quem quer ir, vai logo. Quem quer amar, não desiste. Porém… Quem ainda não sabe o que quer, inventa tolas desculpas. E acaba ferindo de mais. Cansando o amor. Dando um belo tiro no pé.

Parece simples o recado. Mas eu sei, você sabe, que não é. Existem muitos fatores que vão te segurar numa relação. Existe o medo, a insegurança, a dúvida. Existem os planos que julgamos corretos. Existem pessoas que dependem de nós, juntos ou separados. Sem falar que é tão confuso quando a gente entra na seara dos sentimentos, porque não existe lógica. Somos seres vivos, recebendo estímulos a todo instante. Não temos controle sobre o outro e na maioria das vezes nem mesmo sobre nós. Talvez a gente precise se conhecer melhor pra que consiga se ouvir mais. Só assim estaremos preparados para ouvir o outro e viver em paz.

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E já são 7 anos

E já se passaram sete anos desde que ao navegar por blogs aleatórios acabei reencontrando um amigo de mIRC (os mais novos talvez não conheçam mas os ~dinossauros~ da web sabem muito bem do que tô falando). Na época em que nos conhecemos oficialmente a coisa não deu muito samba, havia outras pessoas nos acompanhando na vida e a coisa toda passou batida.

Há sete anos a coisa toda fez sentido. Comenta daqui, conversa dali, a gente tava em países diferentes mas em minhas mãos uma passagem de volta pra casa comprada e a promessa de um recomeço, depois de dias tão turbulentos. Foi com essa vibe no dia 15 de agosto de 2008 que a gente dançou♫ This Charming Man . Tipo bailinho da quinta série, com o plus de algumas doses de vodka correndo pelo corpo. A gente dançou sorrindo, pezinhos pra lá e pra cá. E dança até hoje.

Obrigada por dançar juntinho aquele dia, e todos os dias seguintes. Com altos e baixos, a vontade de dançar junto sempre esteve presente. E que ela permaneça por mais 7 anos. Que assim seja! 

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Maionese no BEDA

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Will you be my valentine?

E já são quase 7 anos. E esse é o sexto dia dos namorados que passamos juntos. Eterno namorado. Companheiro, amigo. Desde o nosso reencontro, já nos transformamos tanto, e seguimos planejando novos sonhos, conquistando tanta coisa boa. Juntos. Sempre juntos.

Hoje tem presentinho sim. Mas, mais do que isso, tem o nosso sorriso bem escancarado no topo do blog. E nos porta-retratos da casa que começa a se encaixotar para seguirmos rumo ao novo lar. O NOSSO lar. Não podia estar mais feliz, é um momento tão gostoso ao lado do meu parzinho!

E tem playlist pra ouvir juntinho, viu?

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O que é o amor?

~ Na foto: El parque del amor, Lima/Peru ~

Fecho os olhos e penso por alguns minutos em todo o amor que já recebi nessa vida. Talvez, dessa forma, consiga colocar em palavras nesse post “o que é o amor”. Família, amigos, namoradinhos… cada um já amou/foi amado de uma determinada forma. E todas essas experiências construíram uma “ideia” do que é amor. Acho que é assim que funciona, certo?

Como bem definiu a Tany, em um texto maravilhoso de lindo, o amor é agridoce. E eu concordo, diante de todo o meu aprendizado. É mesmo um sentimento doce e amargo. É bonito, é grandioso, é de uma força inexplicável, mas nem sempre é essa belezura toda. Nada na vida é só felicidade, certo? Diga se não é verdade: é por amor que queremos ser cada vez melhores. É por causa do amor que conquistamos tanta coisa na vida. Sem amor eu nada seria. E não seria mesmo. Não teria feito/desfeito tantos planos. Seria alguém escondido em uma caverna, rezando pra nunca ser encontrado.

Hoje vivo um dos momentos mais importantes desses 33 anos. E tem muito amor nesse momento. Dos meus pais, meus maiores incentivadores nessa vida. Em tudo, tudo mesmo. Tanto na coisas que deram certo quanto nas que saíram meio tortas, mas que sempre nos deixam lições importantes. Amor da avó, amor do irmão. Amor dos bichanos e do companheiro que escolhi pra dividir mais do que a playlist de canções favoritas. Cada um desses amores merece um texto só pra eles.

um novo lar

Amar é torcer pelo outro, embarcar no sonho como se não houvesse amanhã. Mas é também puxar pro Planeta Terra, mantendo os pés no chão. É sim e não. É ying e yang. É querer estar sempre junto, sentir saudade, deixar partir quando se chega a hora. Amar é cuidar, mesmo sabendo que certas dores são somente daquela pessoa – e que nem sempre dá pra gente fazer mais do que um cafuné e uma fornada de biscoitos amanteigados.

O amor é isso tudo e mais um pouco. É respeito, compreensão. A energia que nos motiva mesmo quando nada parece fazer muito sentido.

Amor é o que faz essa vida valer a pena.

Este post faz parte do rotaroots, grupo de blogueiros de raiz que organiza blogagens coletivas e tenta manter a blogsfera viva. Se você se identifica com o projeto, vem com a gente clicando aqui.

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Animais na vida: amor verdadeiro, amor sincero

Eu já tinha falado do John aqui no blog mas nunca falei do Marvin, o gatolíneo preto que adotamos em abril desse ano. A história do Marvin é curiosa e bonitinha. Diferente do John, que foi resgatado no Centro do Rio (já com uns quatro meses, o pobrezinho era praticamente chutado de um lugar pro outro), Marvin nasceu já no gatil da Associação Quatro Patinhas. Sua mãe foi resgatada, teve os filhotes em proteção e assim surgiu o Marvico.

Marvin | Maionese

Eu e Pedro namorávamos a ideia de ter mais um gato em casa pois achávamos que John precisava dessa parceria. Me apaixonei por tantos filhotes nas páginas de resgate, porque gatinho filhote é uma coisa deliciosa, certo? Em nenhum momento me ocorreu comprar um gato. Uma vez, conversando com uma amiga sobre o assunto, debatemos sobre a compra de animais e eu, Raquel, simplesmente não consigo pensar na hipótese de comprar um animal. Sem querer dar lição de moral em ninguém, cada um sabe o que faz com seu próprio dinheiro, com a sua própria vida… acontece que por acompanhar tantas histórias de resgate de cães e gatos, não entra na minha cabeça COMPRAR um bicho sabendo que tem tantos abandonados, doidos pra ganhar um lar e carinho. É só disso que eles precisam, viu?

John & Marvin | Maionese

Voltando à história de John & Marvin: no começo, os dois se estranharam um tanto. Com uma semana, eram melhores amigos. E hoje são inseparáveis. Quando olho pro John, todo lindo e feliz, me dói imaginar que alguém tinha coragem de chutá-lo na rua. Só de escrever isso aqui a lágrima escorre sem que eu sinta porque é um serzinho tão amado que só socando a cara de quem faz maldade com animais. E Marvin, que certamente seria mais um gatinho abandonado por aí, ainda mais por ser pretinho, estaria sujeito à ignorância de pessoas que sacrificam animais em rituais bizarros.

Eu não tenho palavras pra descrever o amor que sinto pelos dois. Marvin é o tipo de gatinho que vem pro colo, que deita no meu suvaco e se aninha todo. John é aquele companheiro silencioso, que fica por perto sem exigir muito mas de vez em quando bate carência e lá vem ele se esfregar e quando você vê, pulou no colo. Há dois anos trabalho em home office. Há quase dois anos tenho a companhia de John e mais recentemente do Marvin. Minha vida é muito mais completa com a companhia desses dois safados. Como sou grata por tê-los ao meu lado.

Além dos dois aqui em casa, acompanhei a adoção de duas cachorras pelos meus sogros. Ambas com histórias tristes e que, graças ao coração gigante dos sogrinhos, tiveram um final feliz. Não há sensação mais gostosa do que encontrá-las protegidas, cuidadas, sabendo que viviam nas ruas sem a proteção de ninguém. Infelizmente esse não é o destino de muitos animais abandonados. E é por isso que precisamos cada vez mais espalhar por aí informação, gente. Castração, guarda responsável, adoção. Sabe o famoso “não compre, adote”? ADOTA, minha gente! Amor não tem raça nem pedigree, é só amor! <3

Abraçando Patinhas | Maionese

Pensando nisso tudo, o lindo grupo Rotaroots, juntamente com a Max Total Alimentos (lembra que fiz post aqui em parceria com eles?), lançou a campanha Abraçando Patinhas. Mas sobre o que essa campanha quer falar, Raquel? Sobre a guarda responsável, adoção consciente de animais e de quebra, visa arrecadar ração para a ABEAC, responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba como ajudar clicando aqui.

Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC, ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook.

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Declarações de amor para a comida favorita

Valentine's Food | Maionese

Amanhã comemora-se o Dia dos Namorados em boa parte do mundo. Acredito que o Brasil seja um dos poucos países onde a data cai em junho. Pela web, pipocam tutoriais de cartões, comidinhas românticas, cada lindeza de dar gosto.

Tudo lindo, firmeza, se você tem namorado(a). E se não tem, pode entrar na dança? Lógico! Cê pode declarar seu amor a um amigo, ao cachorro de estimação… ou a sua comida preferida.

A galera do Buzzfeed se encarregou de preparar algumas imagens bem divertidas. Eu dei risada de várias, olha só:

Valentine's Food | Maionese
Valentine's Food | Maionese
Valentine's Food | Maionese
Valentine's Food | Maionese
Valentine's Food | Maionese
Valentine's Food | Maionese

Se eu tivesse que escolher um alimento pra chamar de amor seria a manteiga. Ou a banana. E vocês?