conversas, música

Uma música e uma nostalgia

Poderia ser apenas mais uma manhã de terça-feira, iniciando mais um dia de trabalho. Coloco os fones de ouvido e busco canções que me façam focar (estou tendo muita dificuldade no momento de mirar nos afazeres e não me deixar levar por apenas mais um capítulo daquele livro que não consigo parar de ler). Escolho Interpol. Toca Obstacle 1.

It’s different now that I’m poor and aging
I’ll never see this place again
You go stabbing yourself in the neck

Imediatamente sinto aquele arrepio na nuca, a sensação de que as coisas estão passando rápido demais. Uma nostalgia invade o escritório de trabalho, volto no tempo uns 9 anos, quando trabalhava no Colorado e Interpol me fazia companhia nas temperaturas gélidas do inverno norte-americano. Turn On The Bright Lights tocava exaustivamente no meu CD player e, posteriormente, no meu primeiro iPod (um daqueles com capacidade para armazenar duzentos e cinquenta e nove mil músicas). Conheci Interpol assistindo The O.C. e, depois disso, um crush também super ouvia… Transformei Interpol na minha trilha dos dias onde a solidão e melancolia tomavam de assalto a minha alma.

Ano retrasado estive no Lollapalooza e, finalmente, assisti a um show deles. O dia ainda estava claro e chovia. Claro, tinha que chover. Interpol não combina com dias ensolarados e quentes. E foi tão lindo.

She puts the, she puts the weights into my little heart
And she gets in my room and she takes it apart, oh
She puts the weights into my little heart
I said she puts the weights into my little heart

A voz de Paul Banks me relembrou dois momentos tão distintos. Há 9 anos, me sentia incompleta e triste; recentemente, me senti em paz por ter a certeza de que aquela Raquel de antigamente sobreviveu e está caminhando tão bravamente em busca de sua paz de espírito.

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