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O novo filhote: Coração nos Pés

Achei que daria conta de falar de corrida eventualmente aqui no blog ou então fazendo alguns registros no Instagram. A verdade é que com a intensidade de treinos por conta da Meia do Rio em maio, o assunto se tornou recorrente. Minha rotina é pensada na alimentação, nos exercícios, nas corridinhas durante a semana e também nos fins de semana. Isso não quer dizer que estou APENAS correndo e deixando todo o resto de lado. A verdade é que estou apaixonada. E quando a gente fica apaixonado por algo, fica monotemático.

É claro que nem todo mundo entende pois não está na mesma vibe. E nem tem que estar. É algo que pra uns acontece, pra outros não. Normal, como tudo na vida. Até pra quem entende tem o momento do “bode”, como eu tive no finalzinho do ano passado. Mas as coisas voltaram a fluir. A empolgação e vontade estão por aqui. E foi por causa disso que criei um novo espaço, pra eventualmente compartilhar esse momento atual. Eu vos apresento o projeto Coração nos Pés.

Coração nos Pés.

Ele não é feito só por mim. Tem papai e irmão também. Cada um com seu ritmo, mostrando um pouco da relação com a corrida de rua. Dizem por aí que esporte mais democrático não há e aos poucos vou tendo a certeza de que é isso mesmo. Cada um com o seu tempo, com seu ritmo, com sua história. É tão bonito quando a gente conversa com alguém que corre sobre as razões que o levaram a colocar o corpo em movimento. Pelo menos euzinha fico toda emocionada.

Espero do fundo do coração que vocês gostem e que se aventurem também.

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Resenha: Do que eu falo quando falo de corrida, Haruki Murakami

Não sei se vocês também são desse jeito mas por aqui acabo selecionando as leituras dependendo do ~mood. Explico: aleatoriamente, pego um livro pra ler. Alguns já queria ler, outros escolho ao acaso, meio que já sabendo do que se trata, com o intuito de me entregar ao novo. Geralmente faço isso com filmes também. Dou “play” em coisas que não costumo assistir e deixo rolar (já aconteceu de ser meio que uma tortura chegar ao fim porém fui surpreendida positivamente tantas vezes ao praticar esse exercício).

Com “Do que eu falo quando falo de corrida” não foi assim tão randômico, eu queria ler esse livro desde o começo do ano. Comecei a ler meio que na mesma época em que entrei pra minha primeira assessoria esportiva. Mas, por algum motivo que hoje faz todo sentido, deixei pra lá. Peguei outras leituras, outras séries, e Murakami ficou pra trás. Mas foi durante a recente viagem pra NY, uma viagem que vou contar aqui nos mínimos detalhes, que essa leitura chegou ao fim. E não poderia ter acontecido em melhor momento.

Já falei um pouco sobre o Haruki Murakami nesse post aqui. Ele começou a escrever seus romances já quase na casa dos trinta. E foi nessa época também que começou a correr. Depois que terminei a leitura de seu livro sobre corrida, tive a certeza de que não se tratava apenas sobre um livro contando aventuras em maratonas ou treinos, lesões. É um livro sobre a eterna busca pelo que somos e pelo que nos faz feliz.

Em 1982, Haruki Murakami decidiu vender seu bar de jazz em Tóquio para se dedicar à escrita. Nesse mesmo período, começou a correr para se manter em forma. Um ano mais tarde, ele completou, sozinho, o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e viu que estava no caminho certo para se tornar um corredor de longas distâncias.

O autor traça diversos paralelos entre os treinos e provas de corrida de rua com seu trabalho como escritor, tradutor e palestrante. A eterna busca por inspiração que os criativos vivem diariamente, aquele vazio quando a “fonte seca”, a angústia que praticamente todo indivíduo sente em relação ao envelhecer (e todos os assuntos relacionados ao passar dos anos: sucesso/fracasso, bad pelo fim da vida…). Quem tem o hábito da corrida sabe que esse não é apenas um esporte onde você calça um tênis e sai por aí feito doido varrido. É um esporte de progressão, de condicionamento, que exige que o praticante se mantenha ativo com frequência e que muitas vezes vença a preguiça, a inércia do corpo para se movimentar, suar, em alguns casos sentir dor.

Mas não acredito que seja apenas força de vontade que capacite a pessoa a fazer alguma coisa. O mundo não é assim tão simples. Para dizer a verdade, eu nem acho que exista grande correlação entre o hábito de correr todo dia e essa coisa de ter ou não força de vontade. Creio que fui capaz de correr durante mais de vinte anos por um motivo simples: isso me cai bem. Ou pelo menos porque não acho assim tão doloroso.

BINGO! Quantas coisas na vida a gente carrega como se fosse um fardo? Uma profissão. Um relacionamento amoroso. Uma amizade. Em que momento a gente elimina o que nos faz mal? Por que é tão difícil renunciar ao que nos maltrata?

Ao falar sobre sua experiência em meias, maratonas, ultras e triatlo, Murakami revela ao leitor alguns aspectos interessantes que poderiam se encaixar no que conhecemos como psicologia do esporte. Seus depoimentos de pré-prova, dos treinos, da relação com outros atletas. Mesmo que você não corra ou nunca tenha participado de uma prova, vai visualizar direitinho, por meio da narrativa, os impactos da atividade física sobre o indivíduo.

À medida que se tornava um hábito natural, fui me sentindo cada vez menos constrangido a respeito. Entrei em uma loja de esportes e comprei material de corrida, além de tênis decentes que se prestassem adequadamente ao meu propósito. Comprei um relógio com cronômetro, também, e li um livro de corridas para iniciantes. É assim que você se torna um corredor.

Ao terminar a leitura, tive vontade de dar um abraço no Murakami. Um misto de agradecimento e vontade de parabenizá-lo por conseguir se enxergar de um jeito tão maravilhoso.

Em todo caso, foi assim que comecei a correr. Trinta e três anos – essa era a minha idade na época. Ainda jovem o bastante, embora não mais um homem jovem. A idade com que Jesus Cristo morreu. A idade com que Scott Fitzgerald começou a decair. Essa idade talvez seja um tipo de encruzilhada na vida.

E eu não poderia concordar menos. Foi com 33 anos que abracei a corrida de rua e nunca mais fui a mesma pessoa…

Ficha Técnica

Título: Do que eu falo quando falo de corrida
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
152 páginas
Skoob

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Sephora anuncia edição 2015 da Beauty Run

Esse post foi escrito especialmente para as leitoras do blog que, assim como eu, estão ligadinhas no circuito de corridas de rua do Brasil. Finalmente foi divulgada a edição 2015 do circuito Beauty Run Sephora! \o/ Esse ano, serão duas etapas rolando: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.

Com o sucesso da primeira edição, que aconteceu em 2013, no Rio de Janeiro, a Sephora estendeu o circuito para São Paulo. A previsão é de reunir mais de 6 mil mulheres, entre Rio de Janeiro e São Paulo, correndo um circuito de 6km.

A galera que correu em 2013 ficou maravilhada com a organização da prova, além de terem elogiado horrores o kit da corrida. Esse ano, a marca pretende repetir a dose. O valor da inscrição é alto se compararmos às demais corridas, porém a sacolinha vem recheada – ao contrário do que vem rolando em outras provas. As corredoras recebem kit com camiseta, viseira e shorts-saia, além de outros mimos exclusivos. Rola altas makes, viu?

Sephora Beauty Run. Mais em http:/sempickles.com/maionese.

A etapa de São Paulo já tem data e circuito fechado (terá início e fim na Assembleia Legislativa, passando por diversos pontos turísticos da cidade). Já a etapa Rio de Janeiro ainda não tem data mas já sabemos que a largada acontecerá no Leblon, com chegada em Copacabana.

As inscrições podem ser feitas aqui >> beautyrun.sephora.com.br.

Sephora Beauty Run – São Paulo

Data: 11 de outubro de 2015
Largada: Assembleia Legislativa, às 7h
Modalidade: corrida feminina, 6 km
Valor da inscrição: R$ 250,00

Sephora Beauty Run – Rio de Janeiro

Data: 15 de novembro de 2015
Largada: Leblon, Ipanema, às 7h
Modalidade: corrida feminina, 6 km
Valor da inscrição: R$ 250,00

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Maionese no BEDA

conversas, run forrest run

Como se apaixonar por uma prática esportiva

Outro dia, conversando com uma amiga, ela me contava que ~me admirava~ porque tenho disposição pra acordar tão cedo no final de semana, muitas vezes nublado, frio, pra correr. Esse comentário é, talvez, o mais recorrente, a questão do “mérito” em levantar, vencendo a preguiça, a inércia, para colocar o corpo em movimento. Confesso que eu já pensei muito sobre o assunto, questionei (porque eu sempre questiono) se a coisa é realmente um mérito ou se é uma vontade que a gente passa a ter, como um hábito.

Cheguei a conclusão que o corpo passa a gostar do que encontra no final de uma prática esportiva, seja ela corrida, luta… É algo tão bom que compensa qualquer ~sacrifício~. Obrigada, endorfina!

Aliás, cabe aqui uma observação. Acredito que nada nessa vida deveria vir com o plus do sacrifício: um emprego, um relacionamento, uma reeducação alimentar. A gente é doutrinado desde cedo a batalhar pelas recompensas e isso é tão ruim! Sem amor, sem paixão, sem vontade, vira obrigação. O que era pra fazer bem acaba se transformando num fardo e pode ser que no final desse arco-íris não haja um pote de ouro te esperando. E aí, como fica? No donut for you!

No último domingo, participei da Olympikus Family Run, a prova de 6km que acompanha a Maratona do Rio de Janeiro. O clima não poderia ser melhor, já que é uma das provas mais importantes de corrida de rua do Brasil. Ali se reuniriam corredores profissionais e amadores, correndo 6 – 21 – 42 quilômetros. Pela primeira vez, corri os 6km sem caminhar e logicamente fui inundada por uma satisfação inexplicável. Deu vontade de chorar, deu vontade de gritar pra todo mundo. Pra mim, foi uma conquista maravilhosa, por tudo que o esporte trouxe pra minha vida. Esse seria um daqueles momentos onde as pessoas mandam o “você merece, treinou tanto”. Na verdade, é apenas o corpo se acostumando a uma atividade, que se repete tantas vezes que ele passa a curtir e responde de um jeito tão fantástico.

A Nike é uma marca que tem feito inúmeras campanhas focando em diferentes tipos de corredores. Uma das mais legais é a campanha “Better For It”, que mira certinho em iniciantes que acham impossível correr mais de 50 metros sem colocar o pulmão pra fora. Quantas vezes a gente já olhou pra uma determinada pessoa bombando na aula de spinning e pensou “nunca serei assim”? O vídeo abaixo fala exatamente sobre isso:

Você vai odiar aquele professor de localizada pela série absurda de abdominais. A de glúteos então, nem se fala. Também vai olhar para as esteiras ao redor e invejar loucamente aquele senhorzinho que corre tranquilamente 10km brincando. Ou então, vai se culpar pelo balé abandonado na infância quando estiver na aula de yoga, lamentando o encurtamento muscular. Mas, como tudo na vida, é preciso mirar nos benefícios, porque tudo na vida tem um lado bom (mesmo que não pareça). Segundo o Drauzio Varela, precisamos de pelo menos 30 minutos de exercícios por dia, para um ganho de qualidade de vida. E não digo aqui ficar sarado/magro/fit. Estamos falando de subir uma escada sem colocar os bofes pra fora, caminhar uma tarde inteira pelo shopping, ter mais disposição durante o dia.

Comece pegando leve: caminhe até a padaria ao invés de pegar o carro. Escolha uma aula coletiva na academia, que seja divertida. Aproveite aquela horinha do dia para cuidar de você. Encare o exercício não como uma punição pelo chocolate do fim de semana mas como um momento de carinho consigo.

Quando a gente aprende a curtir a trajetória, o fim ganha outro sentido.

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música, run forrest run

Novidade na área: Spotify Running

Spotify, seu danadinho! Embora muitos corredores gostem/prefiram correr sem música, confesso que pra mim ainda é dureza abrir mão dos fones de ouvido pra treinar. Sinto que tem horas que atrapalha ouvir uma playlist “equivocada” (exemplo: se o treino é mais moderado e você ouve um rock rapidão, não tem jeito, vai querer correr feito louco e aí, tchau treino). Por isso, achei tão bacana a tal Spotify Running.

Spotify Running. Mais em http://raquelarellano.com.br/blog.

Spotify Running. Mais em http://raquelarellano.com.br/blog.

Se você já é usuário/assinante do Spotify, já sabe como ele funciona. No caso do Spotify Running, é o seguinte: a plataforma identifica o seu ritmo de treino e toca as músicas certas para a corrida. Seja na rua, na piXXXta ou esteira , você corre ouvindo uma seleção especial de músicas favoritas ou então músicas novas.

Tem até um videozinho pra dar um gostinho de quero mais:

assistir: This is Spotify Running

Por enquanto, a novidade está disponível para iOS, em breve no Android. Alguém já testou? Vou testar e depois conto pra vocês aqui no post.

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pra gente, run forrest run

Lançamento: Nike Photosynthesis Pack

Enquanto por aqui as temperaturas caem, lá no hemisfério norte o verão já começa a dar pinta. Com isso, as marcas investem pesado em coleções que exalam o frescor e colorido da época. Tipo a Nike, que lançou no dia 11 de junho a linha Photosynthesis, uma coleção maravilhosa de itens para corrida. Lembrou bastaante as padronagens da FARM para adidas.

Nike Air Zoom Pegasus 32 Photosynthesis (feminino e masculino)
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Nike Free 5.0 Photosynthesis (feminino e masculino)

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Nike LunarGlide 6 Photosynthesis (feminino e masculino)

Por aqui, a linha chega às lojas no dia 22 de junho, com produtos a partir de R$ 89,00. Será que vão jogar os preços lá em cima nos tênis? Torcendo pra ficarem na média, porque já estou sonhando com um Pegasus desde já!