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conversas, música

Uma música e uma nostalgia

Poderia ser apenas mais uma manhã de terça-feira, iniciando mais um dia de trabalho. Coloco os fones de ouvido e busco canções que me façam focar (estou tendo muita dificuldade no momento de mirar nos afazeres e não me deixar levar por apenas mais um capítulo daquele livro que não consigo parar de ler). Escolho Interpol. Toca Obstacle 1.

It’s different now that I’m poor and aging
I’ll never see this place again
You go stabbing yourself in the neck

Imediatamente sinto aquele arrepio na nuca, a sensação de que as coisas estão passando rápido demais. Uma nostalgia invade o escritório de trabalho, volto no tempo uns 9 anos, quando trabalhava no Colorado e Interpol me fazia companhia nas temperaturas gélidas do inverno norte-americano. Turn On The Bright Lights tocava exaustivamente no meu CD player e, posteriormente, no meu primeiro iPod (um daqueles com capacidade para armazenar duzentos e cinquenta e nove mil músicas). Conheci Interpol assistindo The O.C. e, depois disso, um crush também super ouvia… Transformei Interpol na minha trilha dos dias onde a solidão e melancolia tomavam de assalto a minha alma.

Ano retrasado estive no Lollapalooza e, finalmente, assisti a um show deles. O dia ainda estava claro e chovia. Claro, tinha que chover. Interpol não combina com dias ensolarados e quentes. E foi tão lindo.

She puts the, she puts the weights into my little heart
And she gets in my room and she takes it apart, oh
She puts the weights into my little heart
I said she puts the weights into my little heart

A voz de Paul Banks me relembrou dois momentos tão distintos. Há 9 anos, me sentia incompleta e triste; recentemente, me senti em paz por ter a certeza de que aquela Raquel de antigamente sobreviveu e está caminhando tão bravamente em busca de sua paz de espírito.

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Sobre os meus 35 anos

Eu estava sem escrever no blog desde outubro de 2016. Claro que passou um bocado de vida nesse meio tempo. Teve mais do mesmo, altos e baixos, Natal, Ano Novo, aniversário de 35 anos. Nesse período longe do blog, pensei inúmeras vezes em discorrer sobre alguns assuntos por aqui, mas em todas as vezes acabei hesitando. Muitas vezes, preferi a cumplicidade das páginas dos caderninhos que venho colecionando, onde vou colecionando pensamentos.

Foi graças a uma besteira que fiz, ao tentar corrigir um errinho de importação dos arquivos, que quebrei o jejum de posts. Ao atualizar algumas postagens antigas, encontrei esse texto aqui. Li cada palavrinha e me deu um “negócio” aqui dentro. Brinco comigo mesma que existe uma Raquel antes e depois dos 30 e não é somente pela “idade” que virou mas pelo diagnóstico de uma doença que transformaria todo o meu estilo de vida, desde então.

.

Foi aos 30 que eu operei pela primeira vez.

Que me vi sozinha em um quarto de hospital, lidando com a dor e com o medo.

Fui obrigada a aceitar que nada seria mais como antigamente.

Pedi demissão e desde então nunca mais fui CLT.

Saí da casa dos meus pais e “casei”.

Chorei e sofri, muitas vezes sem que ninguém percebesse.

Sorri e fui feliz, muitas vezes sem que ninguém percebesse.

.

Mas, o principal: virei uma chave na vida que determina o que vale e o que não vale carregarmos conosco pelo resto de nossos dias.

É preciso viver certas bads pra gente mudar o rumo das coisas. Anos depois, mais precisamente em julho de 2016, vivi novamente essa mudança no eixo gravitacional de si mesmo. Aquela porrada que te desconcerta mas ao mesmo tempo te alinha. Parece bobagem mas pensa se não faz sentido isso que tô dizendo?

Cá estou, novamente, escrevendo sobre marcos. Hoje estou com 35 anos. Já pertenço à categoria “peles maduras” da maioria dos produtos de beleza. Não fosse o rostinho de menina, as pessoas certamente me dariam mais idade. Mas, ao comparar fotos antigas, consigo enxergar os sinais de que o tempo está passando rapidamente. A pele não é mais a mesma, tão firme como outrora. No canto dos olhos, já enxergo aquele famoso “pé de galinha”; alguns fios de cabelos brancos insistem em surgir, com mais frequência (mas a genética aqui é boa, vide vó materna e papai, que conseguem manter uma cabeleira levemente grisalha, apesar da idade).

Nos últimos anos eu reaprendi a andar. Aprendi a correr. Passei a comer melhor, ser mais saudável, mais leve. Li menos, vi mais séries. Redefini o conceito de entretenimento e me tornei uma pessoa que entende bastante de seriados, me afastando dos livros e da música. A Raquel de 35 é muito mais legal que a Raquel de 30. Mais segura, confiante, dona de si. E que assim seja.

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Meme 3 coisas + Conversinha

Eu adoro um meme bobinho e descontraído, ainda mais quando ele revela um pouco mais sobre a gente. Aquele papo leve que sem querer já entrega parte dos teus gostos, sabe? Inspirada pelo post da Ju, seguem as minhas respostas pro “meme 3 coisas”.

△▽△

3 coisas que me dão medo
➸ filme de terror
➸ prédios muito altos
➸ voos internacionais

3 coisas que me dão preguiça
➸ lavar banheiro
➸ lavar a louça
➸ pessoas mau humoradas

3 coisas que eu gosto
➸ cozinhar
➸ afofar meus gatos
➸ planejar viagens

3 coisas que eu sei fazer
➸ umas comidas gostosas
➸ apresentações no powerpoint
➸ organizar bazar de roupa

3 coisas que eu não sei fazer
➸ nadar crawl
➸ dirigir (tenho carteira mas né?)
➸ me manter firme numa dieta

3 assuntos preferidos
➸ música
➸ corrida
➸ gastronomia

3 assuntos que eu não curto discutir
➸ religião
➸ economia
➸ sexo

3 cheiros preferidos
➸ bolo assando
➸ cangote dos gatos
➸ terra molhada de chuva

3 cheiros que eu detesto
➸ cheiro da linha vermelha aqui no rio
➸ dobradinha
➸ xixi de gato

3 melhores comidas
➸ risoto (qualquer um)
➸ sorvete (qualquer um)
➸ bolo (qualquer um)

3 piores comidas
➸ dobradinha
➸ escargot
➸ jiló

3 piores redes sociais
➸ facebook
➸ snapchat
➸ hello

3 melhores redes sociais
➸ pinterest
➸ instagram
➸ twitter

3 melhores bebidas
➸ chá (qualquer um)
➸ vodka
➸ café

3 piores bebidas
➸ refrigerante
➸ licor (qualquer um)
➸ cerveja vagabunda

3 coisas que me acalmam
➸ banho gelado
➸ comfort food
➸ corrida ou spinning

3 coisas que levam todo o meu dinheiro
➸ roupas e sapatos
➸ objetos pro lar (louças, etc)
➸ restaurantes

3 coisas em que eu detesto gastar dinheiro
➸ dentista
➸ remédios
➸ areia de gato

3 coisas que me estressam
➸ pessoas que somem
➸ shows tumultuados
➸ verão

3 coisas que eu vou fazer essa semana
➸ reunião com cliente
➸ marcar médicos
➸ treinos de corrida

3 coisas que eu fiz na semana passada
➸ eventos do gordelícias
➸ voltei a assistir algumas séries
➸ li um livro

3 coisas que eu quero fazer em breve
➸ viajar pra califórnia
➸ trilha pelo rio
➸ vídeos pro gordelícias (tipo vários de uma vez)

3 coisas que eu deveria fazer em breve
➸ vídeos pro gordelícias (tipo vários de uma vez)
➸ abrir uma conta pessoa física
➸ ler mais livros

3 coisas que eu não quero fazer
➸ tirar uma nova carteira de motorista
➸ marcar dentista
➸ relatórios

△▽△

A gente percebe com esses memes que a vida é algo muito simples e sem grandes complicações. O que nos faz feliz muitas vezes é passar um sábado jogado no sofá curtindo séries, mas tudo depende do seu momento da vida. Já estive naquela fase party animal, sempre em busca de diversão, hoje em dia curto correr bem cedo nos fins de semana, depois passo algumas horas vendo algo na TV com meus gatos ao redor, a companhia do marido fazendo algo dele (geralmente jogando) e a gente sente que a casa tem vida, que as coisas estão ali acontecendo no seu ritmo. É bom isso tudo.

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coisas que amei, conversas

Coisas que amei: reflexões sobre as redes sociais

imagem do topo: Rresende via Compfight cc

Desde segunda-feira, não param de circular textos e matérias sobre a decisão de uma blogueira/youtuber australiana que decidiu abandonar um lifestyle tão desejado por gente no mundo todo, em prol de uma vida mais real e livre. Esse é um debate antigo, principalmente pra quem vive do Marketing Digital, ou quem acompanha debates e estudos antropológicos. Mas é aquela, basta uma fagulha pra reacender todo o incêndio e cá estamos em meio a tantos textos e análises.

Visto que li tanta coisa interessante nas últimas 48h, vou abrir mão de escrever mais um ~textão~ pra compartilhar alguns desses links, que sugerem ótimos debates em torno do assunto. Só clicar aí embaixo!

◣ Por que você se deixou enganar pelo Instagram, por Fernanda Pineda

◣ Sobre redes sociais, vida real e felicidade, por Fe Neute

◣ Por que está todo mundo fugindo das redes sociais e do mundo online, por Marina Espíndola

◣ Estamos prestes a mudar a nossa relação com a internet e com as redes sociais, por Nuta Vasconcellos

◣ A não farsa das redes sociais, por Lu Ferreira

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conversas

Sobre amizade + resultado de sorteio

(imagem do topo daqui)

Demorei um pouco pra divulgar o resultado do sorteio desse livro aqui mas foi por uma boa causa. Li cada resposta e acabei rascunhando um post que queria fazer há algum tempo: um post sobre amizades.

Não importa a ~fase da vida~, a gente tá sempre (re) avaliando as amizades que temos. Algumas nos acompanham durante anos, outras surgem de repente e se tornam tão especiais. E tem aquelas que são abaladas por algum desentendimento mas um belo dia tudo “sara” e a vida segue. Assim como em relacionamentos amorosos, acredito que pra amizade não haja regra, não haja uma explicação, um tutorial. Cada um tem a sua visão do que é ser amigo, do que é uma demonstração plena de amizade a alguém.

Fiz um sorteio pra presentear um leitor do blog com um livro sobre amizade. Pedi aos participantes que falassem sobre alguma situação louca que fizeram por um amigo e foi tão difícil escolher apenas uma resposta. Sem clichê, gente. Foi difícil mesmo. Acabei escolhendo duas respostas e vou enviar o meu exemplar pra esse segundo ganhador. As respostas tinham algo em comum, algo que inclusive eu acredito ser essencial na hora de pensarmos “esse cara é realmente meu amigo”, que é o seguinte: se um amigo estiver realmente precisando de uma mãozinha, um help, faria qualquer coisa pra estar ao lado dele? Se a resposta é “sim”, you got a friend.

Pode ser que vocês nem sejam mais tão íntimos. Que não se vejam há um século. Que já não saibas por onde o cara anda, o que ele pensa, o que ele quer da vida. Se ele precisar, seja pelo motivo que for, você vai estar lá. É tipo aquela música:

If you need me, call me
No matter where you are, no matter how far,
Dont worry baby
Just call my name
I’ll be there in a hurry
You don’t have to worry

Queridos Leandro Faria e Alice Barros, escolhi vocês como ganhadores do sorteio. Em breve, tem livro na caixa de correio também. Obrigada a todos os amados que participaram, vocês são fofos demais!

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conversas, variedades

TAG: 7 coisas

Sabe quando a pessoa “fura” dieta? Bom, essa sou eu no BEDA! Teve dia aí sem post, algumas coisinhas super importantes apareceram no meio do caminho e acabei não conseguindo produzir tanto conteúdo como gostaria. Ideia tem de sobra, mas falta tempo às vezes e prefiro não correr tanto, afinal nem é esse o propósito do desafio, né? Mas vamos ao que interessa, hoje tem post legal!

Vi essa TAG rolando no lindo Na Nossa Vida e me inspirei para falar sobre 7 coisas da vida. Percebi que muita gente curte esse tipo de postagem, eu mesma adoro ler esse tipo de post, é como se eu pudesse conhecer um pouco mais sobre quem tá escrevendo. Acabei aproveitando as categorias que a Isa (autora do Na Nossa Vida) usou e acrescentei mais algumas, espero que vocês gostem!

7 coisas para fazer antes de morrer

  • Correr uma meia-maratona
  • Adotar um cachorro.
  • Fazer a viagem pela costa da Califórnia (e dirigir em algum momento).
  • Ter uma festa de casamento (nem que seja um churrasquinho).
  • Conhecer o Bono Vox.
  • Ler 50 livros em um ano (RISOS).
  • Levar minha mãe para conhecer Portugal.

7 coisas que eu mais falo

  • “Gente”
  • “Tipo assim”
  • “Qualquer coisa”
  • “Tô com fome”
  • “Então”
  • “Né”
  • “Super fácil”

7 coisas que eu faço bem

  • Playlists
  • Brownie de chocolate
  • Drama
  • Escândalo
  • Cafuné
  • Faxina
  • Projetos

7 coisas que me encantam

 

  • Jardins floridos
  • Comida caseira
  • Cheiro de chuva
  • Cigarras cantando no fim da tarde
  • Shows em geral
  • Livros e filmes “com final feliz”
  • Bichinhos em geral

7 coisas que eu não gosto

  • Dobradinha (a comida)
  • Gente espaçosa
  • Calor (tipo o verão carioca)
  • Encher a cara e ficar de ressaca depois
  • Vendedor de loja inconveniente
  • Fazer relatório
  • Fazer faxina

7 coisas que eu amo

  • Meus filhotes felinos
  • Ficar em casa
  • Relembrar viagens e momentos felizes com Pedro
  • Visitar meus pais e avó
  • Correr à beira mar
  • Cozinhar sem pressa
  • Conhecer novos lugares

7 coisas para comer

  • Hambúrguer
  • Pastel bem recheado e gordinho
  • Massa com molho encorpado
  • Sorvete cremoso e sem gordura hidrogenada
  • Risoto com bastante manteiga
  • Pão crocante
  • Drinks geladinhos em um dia quente

7 coisas para enterrar no passado

  • Ex-namorado machista
  • Gente interesseira
  • Preguiça de ir pra academia
  • Culpa por alguma situação
  • Obsessão por ser magro como era quando novinho
  • Bullying sofrido na escola
  • Preconceitos

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Maionese no BEDA