All Posts By

Raquel Arellano

amor, www

Celebrando os 7 anos do Gordelícias

Durante muito tempo, eu me senti meio bobona por me intitular “blogueira”. O peso negativo que essa palavra tem, minha gente. Bom, vocês que me leem por aqui e que também cultivam seus respectivos blogs com tanto carinho e amor, vão entender. Mas tem gente que nunca, nunquinha, vai captar a importância disso aqui. Faz tempo que eu tô nessa freguesia. E em pelo menos metade desse tempo, escrevo o Gordelícias. No último sábado, fiz uma celebraçãozinha pra gente festejar os 7 anos de bloguinho.

Aquela história: mais do que um encontrinho, era uma maneira de festejar um trabalho (que é diário, que exige dedicação e que muitas vezes não nos paga como a gente deveria receber). Mas olha, eu vou confessar uma coisa também: o tanto de vezes que já pensei em desistir é infinitamente menor à disposição que eu tenho de continuar. Porque produzir um site com conteúdo gastronômico dá um trabalho danado. A gente precisa planejar um cronograma, comprar os ingredientes, preparar a receita em si, fotografar, escrever o post. Se eu somar a quantidade de horas que invisto numa simples receita, vocês nem acreditariam.

Porém, a gente continua. Muitas vezes, remando contra a maré. Seja no YouTube ou nos blogs, redes sociais da vida, só gostando muito do que a gente faz pra continuar.

E foi por isso que fiz a festinha. Foi por isso que teve bolo. E teve até parabéns (eu queria me esconder de tanta vergonha, mas eles puxaram o parabéns mesmo assim).

A comemoração rolou no Artesanal e Tal, quiosque delícia de hambúrgueres aqui na Ilha

O bolo (que vocês já viram no topo do post)

Euzinha, com carinha de pastelzinho

Paola, minha amiga e uma das donas do Artesanal e Tal

Parte da galera que apareceu por lá pra comer e beber 

Essa semana ainda vai rolar vídeo com o resumo da festa, que bom bem lindinha. Em breve, coloco o link aqui também! <3

www

Perguntas & respostas pra gente se conhecer melhor

No meu 2º dia de BEDA, aproveito pra responder perguntinhas estilo ~caderno de perguntas. Tinha pensado em escrever sobre outra coisa mas tá tudo bem, haverá outras oportunidades pra discorrer sobre assuntos acumulados aqui no blog – afinal, o mês tá apenas começando.

A menina Salateando (<3) foi a inspiração pra TAG de hoje, onde responderei 13 perguntas sobre Euzinha e meu cotidiano. Caso você se anime em fazer também, é só avisar aqui nos comentários que eu vou lá dar uma olhadinha também nas suas respostas! 🙂

◆ ◆ ◆

1. O que costuma pedir no Starbucks?
– Caramelo Macchiato.
2. Qual item do teu armário não consegue viver sem?
– Atualmente, vestido preto ou calça bem justa de cintura alta, com botinha ou tênis.
3. Diga uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre ti.
– Muita gente acha que eu sou cozinheira por trabalhar com produção de conteúdo gastronômico. Mas boa parte nem sabe que, além de historiadora, eu também sou formada em Marketing e trabalho nessa área.
4. Diga uma coisa que tu quer fazer antes de morrer.
– Viajar pra Islândia.
5. Qual comida que tu não consegue viver sem?
– Batata.
6. Qual a frase que rege a tua vida?
Abrace o caos.
 7. O que tu gosta e não gosta sobre o YouTube?
– Dependendo do navegador, ele abre todo zoado. Bom, esse seria um problema do YouTube? Agora não sei.
8. Qual a música que mais ouve?
– Atualmente, não há um diazinho sequer sem que eu escute Tame Impala – The Less I Know The Better.
9. Como definiria o teu estilo?
– Ali, transitando entre o estilo confortável e despojado (com umas pitadas de ~diferentão).
10. Número favorito:
– 8.
11. Dois hobbies:
– Cozinhar (por isso usei uma foto de comidinha aqui no cabeçalho do post) e escrever.
12. Duas coisas que te irritam:
– Barulho de mastigação + fofoca.
13. Um prazer culposo…
– Passar mais tempo assistindo séries do que deveria (rs).
◆ ◆ ◆

www

Sobre um retorno & um BEDA em 2017

A gente muda a todo momento. Nesse meio tempo em que mantive longe daqui, um cantinho que cultivei durante anos com muito carinho, tanta coisa aconteceu. Certas mudanças são sutis e mesmo que a gente não perceba, acontecem. Outras são mais bruscas e brutas, marcantes. A vida hoje é bem diferente do dia em que escrevi aqui pela última vez. Não vou dizer que é mais feliz ou triste, já que esse papo de felicidade é tão complexo (e renderia muitos outros posts nesse blog). Mas uma coisa eu sei:

Hoje eu sou mais dona de mim.

Hoje eu sou mais plena, sim.

Eu queria voltar a escrever aqui, porque certas coisas a gente precisa colocar no “papel”. Desde que me entendo por gente eu escrevo pra web, foi por meio de blogs que fiz tantos amigos (muitos mesmo). É como se eu quisesse, de alguma forma, me reconectar com cada pessoinha que me acompanha por meio da rede mundial de computadores. É como se eu quisesse dar mais voz aos textos inacabados do Facebook ou ir além dos Stories. Aqui a gente tem a liberdade pra falar mais do que 140 caracteres. E, quem nos lê, pode simplesmente interromper a leitura e seguir com outro afazer, se assim desejar.

Nada mais bacana que um retorno desafiador: discorrer sobre 31 assuntos diferentes, diariamente. Aceitei, assim, participar do BEDA 2017 (sigla pra Blog Every Day August). Assunto não faltará, tempo, talvez. Mas vai rolar, com prazer.

Espero conhecer mais pessoas nesse mês de agosto. Espero que mais gente me conheça um tico também. Espero dar muita risada, apoiar, ser apoiada, criar e inspirar.

Estou de volta! Ah, aproveita pra clicar no banner abaixo e conhecer um grupo super querido do Facebook (as administradoras nem sabem mas eu voltei com esse blog por causa de alguns posts que vi lá).

(na imagem de capa do post coloquei uma foto que tirei do domingo, do céu lindo do meu bairro, a Ilha do Governador)

conversas, música

Uma música e uma nostalgia

Poderia ser apenas mais uma manhã de terça-feira, iniciando mais um dia de trabalho. Coloco os fones de ouvido e busco canções que me façam focar (estou tendo muita dificuldade no momento de mirar nos afazeres e não me deixar levar por apenas mais um capítulo daquele livro que não consigo parar de ler). Escolho Interpol. Toca Obstacle 1.

It’s different now that I’m poor and aging
I’ll never see this place again
You go stabbing yourself in the neck

Imediatamente sinto aquele arrepio na nuca, a sensação de que as coisas estão passando rápido demais. Uma nostalgia invade o escritório de trabalho, volto no tempo uns 9 anos, quando trabalhava no Colorado e Interpol me fazia companhia nas temperaturas gélidas do inverno norte-americano. Turn On The Bright Lights tocava exaustivamente no meu CD player e, posteriormente, no meu primeiro iPod (um daqueles com capacidade para armazenar duzentos e cinquenta e nove mil músicas). Conheci Interpol assistindo The O.C. e, depois disso, um crush também super ouvia… Transformei Interpol na minha trilha dos dias onde a solidão e melancolia tomavam de assalto a minha alma.

Ano retrasado estive no Lollapalooza e, finalmente, assisti a um show deles. O dia ainda estava claro e chovia. Claro, tinha que chover. Interpol não combina com dias ensolarados e quentes. E foi tão lindo.

She puts the, she puts the weights into my little heart
And she gets in my room and she takes it apart, oh
She puts the weights into my little heart
I said she puts the weights into my little heart

A voz de Paul Banks me relembrou dois momentos tão distintos. Há 9 anos, me sentia incompleta e triste; recentemente, me senti em paz por ter a certeza de que aquela Raquel de antigamente sobreviveu e está caminhando tão bravamente em busca de sua paz de espírito.

Facebook // Instagram // Twitter // Pinterest // snapchat: hackelz

conversas

Sobre os meus 35 anos

Eu estava sem escrever no blog desde outubro de 2016. Claro que passou um bocado de vida nesse meio tempo. Teve mais do mesmo, altos e baixos, Natal, Ano Novo, aniversário de 35 anos. Nesse período longe do blog, pensei inúmeras vezes em discorrer sobre alguns assuntos por aqui, mas em todas as vezes acabei hesitando. Muitas vezes, preferi a cumplicidade das páginas dos caderninhos que venho colecionando, onde vou colecionando pensamentos.

Foi graças a uma besteira que fiz, ao tentar corrigir um errinho de importação dos arquivos, que quebrei o jejum de posts. Ao atualizar algumas postagens antigas, encontrei esse texto aqui. Li cada palavrinha e me deu um “negócio” aqui dentro. Brinco comigo mesma que existe uma Raquel antes e depois dos 30 e não é somente pela “idade” que virou mas pelo diagnóstico de uma doença que transformaria todo o meu estilo de vida, desde então.

.

Foi aos 30 que eu operei pela primeira vez.

Que me vi sozinha em um quarto de hospital, lidando com a dor e com o medo.

Fui obrigada a aceitar que nada seria mais como antigamente.

Pedi demissão e desde então nunca mais fui CLT.

Saí da casa dos meus pais e “casei”.

Chorei e sofri, muitas vezes sem que ninguém percebesse.

Sorri e fui feliz, muitas vezes sem que ninguém percebesse.

.

Mas, o principal: virei uma chave na vida que determina o que vale e o que não vale carregarmos conosco pelo resto de nossos dias.

É preciso viver certas bads pra gente mudar o rumo das coisas. Anos depois, mais precisamente em julho de 2016, vivi novamente essa mudança no eixo gravitacional de si mesmo. Aquela porrada que te desconcerta mas ao mesmo tempo te alinha. Parece bobagem mas pensa se não faz sentido isso que tô dizendo?

Cá estou, novamente, escrevendo sobre marcos. Hoje estou com 35 anos. Já pertenço à categoria “peles maduras” da maioria dos produtos de beleza. Não fosse o rostinho de menina, as pessoas certamente me dariam mais idade. Mas, ao comparar fotos antigas, consigo enxergar os sinais de que o tempo está passando rapidamente. A pele não é mais a mesma, tão firme como outrora. No canto dos olhos, já enxergo aquele famoso “pé de galinha”; alguns fios de cabelos brancos insistem em surgir, com mais frequência (mas a genética aqui é boa, vide vó materna e papai, que conseguem manter uma cabeleira levemente grisalha, apesar da idade).

Nos últimos anos eu reaprendi a andar. Aprendi a correr. Passei a comer melhor, ser mais saudável, mais leve. Li menos, vi mais séries. Redefini o conceito de entretenimento e me tornei uma pessoa que entende bastante de seriados, me afastando dos livros e da música. A Raquel de 35 é muito mais legal que a Raquel de 30. Mais segura, confiante, dona de si. E que assim seja.

Facebook // Instagram // Twitter // Pinterest // snapchat: hackelz

coisas que amei

Coisas Que Amei: internet, design e DIY

Tava com saudade de zapear pelo inoreader lendo meus sites preferidos da web. E, mais ainda, de fazer aquele resumão bacana aqui pro blog. É como se a gente fizesse um ~clipping~ de coisas legais que vimos por aí, não é mesmo? Eu pelo menos tenho essa impressão quando leio posts dos migos que postam esse tipo de conteúdo.

◥▲◤

◣Se você curte o aplicativo VSCO para editar suas fotos, vai gostar desse post que a Loma Sernaiotto publicou. Ela compartilhou suas combinações favoritas de filtro + edição, que resultam em efeitos fantásticos nas fotos. Aliás, essa é uma das coisas mais legais desse app: poder usar o mesmo filtro mexendo no contraste, luz… e vamos combinar que os filtros são os mais lindos da face da Terra.

Conheci pelo Follow The Colours o trabalho da artista francesa Cécile Dormeau, que retrata em ilustras e gifs divertidos o universo feminino, tão vasto e singular. Os diferentes corpos, lifestyles, orientações políticas compõem o trabalho da artista. Você se identifica de cara com alguma das personagens criadas pela artista.

◣Se você tá nesse mundo das corridas e precisa de motivação extra pra continuar treinando, dá uma lida no depoimento da Ju Esgalha, que completou sua primeira meia maratona recentemente. O post tá tão emocionante, lembrei super da minha primeira meia – que também fiz esse ano. Ah, e não deixa de seguir meu outro blog, né?

◣Bordados estão suuuuper em alta, seja em bastidores, roupas ou acessórios. O trabalho da InherentlyRandom é a coisa mais linda do mundo! Eles misturam ossos e carcaças com flores mais realistas, sem traço, me passou uma sensação de vida que renasce do que já se foi, sabe? Achei poético. PS: infelizmente vi que a artista não tem feito mais esses bordados mas pode ser que mandando uma mensagem ela produza algo personalizado.

◣Tá precisando dar uma organizada nos temperos da cozinha? Olha que ideia mais bacana que a Thalita do Casa de Colorir bolou. À convite de uma loja de materiais de construção/organização do lar, ela montou um painel com nichos, bastando apenas alguma habilidade com a furadeira. Curti, viu?

◣A gente adora uma colaboração, certo? Certo! Li recentemente no Hoje Vou Assim OFF que a Riachuelo tá se preparando pra lançar mais uma collab, dessa vez com a Isolda. Se você é fã de estampas, vai ficar de queixo caído com as peças dessa coleção, que chegam nas lojas selecionadas da rede a partir de 10 de novembro. Resta saber se ao vivo as roupichas serão tão lindas quanto nas fotos (a qualidade da Riachuelo tem deixado taaaanto a desejar).

◥▲◤

Brace yourselves. O calorão já deu as caras. Certeza que o próximo “coisas que amei” vai vir com ~roupas pra sobreviver no verão~.

Facebook // Instagram // Twitter // Pinterest // snapchat: hackelz